Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, que atuava em São José da Lapa, na Região Metropolitana de BH, foi transferida para a 1ª Central Estadual do Plantão Digital, em Belo Horizonte. A decisão administrativa ocorreu após sua prisão por emprestar uma viatura descaracterizada ao marido, um advogado.
A remoção foi deliberada por unanimidade pelo Órgão Especial do Conselho Superior da Polícia Civil. A publicação oficial ocorreu no último sábado (14/3), um dia depois da delegada ser liberada da prisão.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
A transferência, justificada como “por conveniência da disciplina”, é vista por fontes como uma forma de punição. Embora a nova lotação seja na capital, a delegada deixa a titularidade de uma unidade em São José da Lapa para atuar em um plantão digital, local conhecido pelo alto volume de casos complexos.
Marido flagrado com viatura oficial
O caso ganhou notoriedade na última terça-feira (10/3). O marido da delegada foi abordado enquanto dirigia a viatura descaracterizada na Avenida Antônio Carlos, região da Pampulha, em BH. Ele transitava pela pista exclusiva do Move, destinada ao transporte coletivo.
A abordagem foi resultado de uma blitz da Corregedoria, acionada após denúncias anônimas sobre o uso particular do veículo oficial. A viatura estava vinculada à delegacia onde a esposa da servidora trabalhava.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Peculato e liberdade provisória
O casal foi preso em flagrante sob suspeita de peculato, crime que caracteriza o desvio ou uso indevido de bens públicos. Após audiência de custódia, ambos obtiveram liberdade provisória mediante fiança.
Entre as medidas cautelares impostas, está a proibição de se ausentarem das comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa sem autorização judicial. O marido da delegada possui registros policiais anteriores por ameaças, agiotagem e estelionato.
Investigações continuam
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil segue apurando as responsabilidades administrativas da servidora e os detalhes sobre o uso indevido da viatura. A Polícia Civil reiterou que a remoção atende aos interesses da Administração Pública, conforme a legislação.
CONTINUA APÓS O ANÚNCIO
Fonte: O Tempo