O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou o bloqueio de R$ 730 milhões que haviam sido liberados pelo ex-governador Cláudio Castro. A verba, oriunda do Fundo Soberano fluminense, seria destinada a 16 municípios do interior do estado para obras de pavimentação e contenção de encostas.
Liberação Suspeita no Fim do Governo
A liberação dos recursos ocorreu em 23 de março, último dia de mandato de Cláudio Castro antes de anunciar sua renúncia e enviar o informe à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A reunião do conselho do fundo, que autorizou a transferência, aconteceu no Palácio Guanabara.
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A atual gestão, sob o comando de Ricardo Couto, levantou suspeitas sobre a forma como os recursos foram liberados. Por essa razão, decidiu suspender o repasse para que os projetos sejam reavaliados pelas instâncias técnicas da nova administração.
Distribuição dos Recursos Bloqueados
O montante suspenso estava distribuído entre três secretarias. A Secretaria de Cidades, então liderada pelo deputado Douglas Ruas (PL), atual presidente da Alerj, receberia a maior parte: R$ 250 milhões para um projeto sem detalhes de aplicação.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) teria R$ 248,1 milhões para sete projetos em cidades como Angra dos Reis, Valença e Rio Claro. Já a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas ficaria com R$ 232,5 milhões para dez projetos em municípios como Petrópolis, Araruama e Volta Redonda.
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Cortes e Demissões na Máquina Pública
Desde que assumiu o Palácio Guanabara em 24 de março, Ricardo Couto tem implementado uma política de cortes. Em menos de um mês de gestão interina, já demitiu 638 funcionários e extinguiu três subsecretarias.
Uma edição extraordinária do Diário Oficial, publicada nesta segunda-feira (20.abr.2026), oficializou a demissão de mais 94 funcionários administrativos, a maioria ligada à Secretaria de Governo. Segundo a administração estadual, essas medidas já geraram uma economia anual de R$ 30 milhões.
A gestão informou que auditorias internas identificaram “inconsistências funcionais” nos casos analisados, como a falta de registro de acesso a sistemas internos ou credenciamento institucional dos demitidos.
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Fonte: G1