A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, em 17 de março de 2026, um requerimento para solicitar ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Polícia Federal a adoção de “medidas extraordinárias de segurança” para Daniel Bueno Vorcaro.
Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, está preso preventivamente desde 4 de março, como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero. A solicitação de reforço na segurança foi apresentada pelo deputado Messias Donato (Republicanos-ES).
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O parlamentar justificou o pedido citando que Vorcaro é investigado no que descreve como “o maior escândalo financeiro da história do Brasil”. A investigação agora inclui a suspeita de atuação de um grupo de pessoas, denominado “A Turma”, contratado pelo ex-banqueiro.
O documento também aponta indícios de acesso indevido a dados e sistemas de órgãos estatais. Segundo o deputado, essa situação aumenta o risco de interferências externas e retaliações durante o andamento das apurações.
O argumento surge em um momento em que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter Vorcaro em presídio de segurança máxima. O ministro relator, André Mendonça, destacou que a polícia comprovou “ameaças concretas” por parte do grupo “A Turma”.
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Mendonça ressaltou que o grupo ainda representa uma “perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta”. Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o voto. Gilmar Mendes tem até 20 de março para se manifestar, enquanto Dias Toffoli se declarou suspeito nos processos relacionados à Operação Compliance Zero.
O requerimento aprovado pela comissão argumenta que a prisão, por si só, não elimina os riscos para Vorcaro, podendo até elevá-los. A preocupação é com possíveis retaliações de antigos aliados ou de terceiros interessados em impedir delações sobre métodos, estrutura de comando, participantes e conexões com figuras políticas e judiciárias.
O texto cita o caso de Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, funcionário de Vorcaro e apontado como integrante do grupo. Sicário foi encontrado morto em 6 de março, após uma suposta tentativa de suicídio logo após sua prisão, em um cenário descrito como de “forte pressão e instabilidade”.
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Messias Donato também lembrou que a preocupação com a segurança dos envolvidos já havia sido registrada pelo ministro Mendonça em sua decisão que embasou a prisão preventiva.
Em outra frente do caso, o ministro André Mendonça determinou, em 16 de março, que a Polícia Federal retirasse da documentação enviada à CPMI do INSS conteúdos que se referissem exclusivamente à vida privada de Vorcaro. A decisão ocorreu após o vazamento de dados extraídos de seu celular, reforçando a necessidade de controle sobre o material obtido nas investigações.
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