A Confederação Nacional da Indústria (CNI), representando um amplo espectro do setor produtivo, entregou nesta terça-feira (28) um manifesto ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, expressando profunda preocupação com o avanço de propostas que visam abolir a escala de trabalho 6×1.
A entidade, em conjunto com federações estaduais, associações setoriais e sindicatos industriais, argumenta que a extinção desse modelo de jornada pode gerar um impacto financeiro devastador para as empresas.
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Estimativas apresentadas pela CNI indicam que o fim da escala 6×1 poderia elevar os custos com pessoal em até R$ 267 bilhões anualmente. Essa projeção considera o aumento de despesas com contratações adicionais e potenciais reajustes salariais para manter a produtividade.
Comissão Especial analisa o tema
A instalação da Comissão Especial, responsável por analisar o tema, está marcada para esta quarta-feira (29). Arthur Lira já anunciou os nomes que liderarão os trabalhos: o deputado Alencar Santana (PT-SP) presidirá o colegiado, e o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) será o relator.
O relator terá a prerrogativa de consolidar uma proposta a ser votada pela Câmara. Ele poderá basear-se nas sugestões já apresentadas pela deputada Erika Hilton (Psol-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ou construir um texto totalmente novo, desde que obtenha o aval da maioria dos 38 membros da comissão.
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Impactos econômicos e competitividade em risco
Em seu manifesto, a CNI ressalta que, embora o debate sobre as jornadas de trabalho seja legítimo, as propostas em tramitação correm o risco de causar