Um grave crime abalou Piumhi, cidade no Centro-Oeste de Minas Gerais, nesta semana. Sinésio Omar da Costa Júnior, 51 anos, foi preso em flagrante suspeito de assassinar seu chefe, José Wilson de Oliveira, 60 anos, servidor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) local. O motivo, segundo as investigações preliminares, seria uma série de desentendimentos e advertências disciplinares que se acumularam ao longo dos anos.
Histórico de advertências culmina em tragédia
De acordo com informações do próprio Saae, Sinésio Omar, que atuava como operador de máquinas, havia recebido pelo menos cinco advertências formais entre 2018 e a data do crime. A mais recente delas, ocorrida no dia 6 de abril, foi o estopim para o desfecho trágico. A penalidade foi aplicada por José Wilson, superior direto de Sinésio, devido à falta de preenchimento do relatório diário de atividades na retroescavadeira, uma exigência da função.
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Após se recusar a assinar a advertência, Sinésio foi suspenso de suas funções por três dias. A Polícia Militar relatou que foi após essa suspensão que o servidor se exaltou e cometeu o crime, dirigindo-se à residência do chefe no mesmo dia, após o expediente.
Temperamento difícil e bom profissional: um contraste
Colegas de trabalho e pessoas próximas descrevem Sinésio Omar como um profissional dedicado e um bom operador de máquinas, com anos de experiência no Saae de Piumhi. No entanto, seu temperamento era frequentemente apontado como difícil e explosivo. Valdeti Aparecida Oliveira Leite, chefe do setor administrativo e financeiro do Saae, confirmou que, apesar de suas qualidades técnicas, Sinésio já havia recebido outras advertências e notificações por se recusar a cumprir ordens e por não aceitar cobranças.
Um amigo da família de Sinésio, que preferiu não se identificar, reforçou a imagem de trabalhador e discreto, afirmando que ele não possuía histórico de brigas ou envolvimento em confusões, com sua rotina sendo predominantemente focada no trabalho.
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O crime e a prisão
No dia do assassinato, segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a esposa de José Wilson relatou ter ouvido o primeiro disparo e, ao verificar o que acontecia na garagem de sua residência, encontrou o marido caído no chão. Sinésio Omar estaria parado em frente ao portão com a arma na mão e teria, segundo a testemunha, perguntado à vítima se ela queria levar outro tiro.
Após o segundo disparo para o alto, o suspeito empreendeu fuga. Ele foi detido em flagrante em Pedra do Indaiá, durante a tentativa de escapar. Na audiência de custódia realizada no dia seguinte, a prisão em flagrante de Sinésio Omar foi convertida em prisão preventiva.
A vítima, José Wilson de Oliveira, trabalhava com Sinésio há cerca de 15 anos. O corpo de José Wilson foi sepultado na quarta-feira (8) no Cemitério da Saudade, em Piumhi. O caso chocou a comunidade local e levanta questões sobre a gestão de conflitos no ambiente de trabalho em órgãos públicos mineiros.
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Fonte: g1