Uma academia em Montes Claros, no Norte de Minas, teve suas atividades encerradas definitivamente após uma série de ameaças graves. O proprietário, João Carlos Leite Marques, recebeu uma carta anônima com instruções explícitas de violência caso o estabelecimento voltasse a funcionar. A situação se agravou após um incêndio criminoso que destruiu parte da estrutura e equipamentos, causando um prejuízo estimado em R$ 500 mil.
Incêndio criminoso destrói academia no Norte de Minas
O incidente inicial ocorreu no dia 20 de março, por volta das 3h, quando a academia, localizada no Bairro Novo Jaraguá, já estava fechada. As chamas consumiram equipamentos e danificaram a edificação, levantando suspeitas de ação deliberada. A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou as investigações para apurar a autoria do incêndio, mas até o momento, nenhum suspeito foi identificado.
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Ameaças diretas à vida e à família
Pouco tempo após o incêndio, a situação tomou um rumo ainda mais preocupante. João Carlos encontrou uma carta anônima deixada na porta da academia. O texto, escrito à mão e com erros de ortografia, continha ameaças diretas contra sua vida, a de seus familiares e a dos frequentadores do local. O autor da carta confessava ser o responsável pelo incêndio e prometia intensificar a violência caso a academia fosse reaberta.
As ameaças eram explícitas: “Já que vai reformar a academia pra voltar, eu vou aguardar pra poder dessa vez colocar fogo nela com todo mundo dentro. Mas, antes disso, se você insistir em voltar, quem vai pagar por você será a sua mãe, sua filha e sua namorada”. Trechos posteriores da correspondência revelam que o autor afirmava estar monitorando o empresário e sua família, e que “(A academia) voltando a funcionar, vou passar lá e atirar em todo mundo que estiver lá dentro”.
Decisão pela segurança e sentimento de impotência
Diante do cenário de intimidação e do risco iminente à segurança, João Carlos tomou a difícil decisão de fechar permanentemente a unidade. Em comunicado divulgado em redes sociais, ele justificou a medida como uma forma de proteger a vida de todos os envolvidos. O empresário, que possui outras três academias em Montes Claros, expressou seu desamparo e o sentimento de viver em uma “zona de guerra”, onde a segurança se torna inexistente e o medo prevalece.
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“Me sinto sem segurança para trabalhar. Não posso empreender. Estou me sentindo numa zona de guerra, onde não sabemos o que vai acontecer no dia de amanhã. Um sentimento estranho, em que a segurança não se faz presente”, relatou João Carlos. Ele lamentou a situação, afirmando nunca ter presenciado algo semelhante em Montes Claros e que a ocorrência representa um retrocesso social, onde a criminalidade parece ditar as regras.
Investigações em andamento pela Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais segue com as investigações para identificar o autor tanto do incêndio quanto das ameaças. O proprietário da academia prefere não comentar sobre possíveis suspeitos, delegando a condução do caso às autoridades policiais. A expectativa é que a investigação resulte na identificação e responsabilização do indivíduo que colocou em risco a vida de diversas pessoas e prejudicou o empreendedorismo na região Norte de Minas.
Fonte: G1
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