Um dia após Marina Silva anunciar sua decisão de permanecer na Rede Sustentabilidade, a Direção Nacional do partido divulgou uma nota contundente em que rebate declarações da ex-ministra e a acusa de tentar impor a vontade de seu grupo político sobre a maioria da legenda.
A nota da direção nacional expressa surpresa com o pronunciamento de Marina, afirmando que em nenhum momento sua filiação foi questionada ou seu desligamento sugerido.
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A legenda relembra divergências históricas, citando o apoio de Marina a Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial de 2014, contra Dilma Rousseff, e o subsequente apoio ao impeachment da ex-presidente. Segundo a Rede, essas decisões foram tomadas contra a vontade da maioria do partido e resultaram na perda de lideranças importantes.
A direção refuta a acusação de Marina de que haveria uma “subtração antidemocrática” de valores fundacionais na legenda. Argumenta que a presença do grupo da ex-ministra, considerado minoritário, em todas as instâncias de direção comprova o contrário. A saída de parlamentares eleitos pela Rede, que integrariam o grupo de Marina e deixaram o partido, não teria sido resultado de expulsão, sanção ou perseguição, mas sim de escolha pessoal ou decisão fracional.
A legenda define democracia interna não como o direito da minoria de paralisar o partido, mas como o dever de todos acatar as decisões coletivas, tomadas em congresso.
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A direção nacional da Rede também ironiza Marina Silva e a convida a participar da construção partidária pelas vias estatutárias, com debate franco e leal, visando fortalecer a legenda para superar a cláusula de barreira.
A nota finaliza reafirmando que a Rede Sustentabilidade não pertence a um indivíduo, mas a seus filiados e ao seu projeto coletivo, e que continuará a ser construída como um espaço de pluralismo real, baseado na decisão majoritária expressa em seu Congresso Nacional.
Marina Silva havia manifestado em suas redes sociais sua decisão de continuar na Rede, colocando seu nome à disposição para disputar uma vaga no Senado na chapa de Fernando Haddad em São Paulo, integrando a federação com o PSOL.
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A ex-ministra declarou que sua decisão partiu de uma reflexão cuidadosa para a restauração dos princípios e valores da Rede, expressos em seu manifesto, programa e estatuto de fundação.
A nota integral da Direção Nacional da Rede Sustentabilidade detalha os pontos de divergência e reafirma o compromisso do partido com o campo democrático-popular, o apoio ao Presidente Lula, a federação com o PSOL e a construção de um partido ecossocialista.
O texto destaca os avanços institucionais e o crescimento do partido, mencionando a chegada de novas lideranças como Luizianne Lins e André Janones, que teriam fortalecido o projeto coletivo.
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A Direção Nacional da Rede Sustentabilidade
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