A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta sexta-feira (3.abr.2026) novos documentos no Supremo Tribunal Federal (STF) referentes ao estado de saúde do ex-chefe de Estado.
Um relatório fisioterapêutico, entregue ao ministro Alexandre de Moraes, indica que Bolsonaro sofre de dores crônicas e graves no ombro, sem especificar qual lado. O documento sugere que o ex-presidente deve passar por uma nova cirurgia no local em breve.
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Relatório detalha quadro clínico
Assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, o laudo descreve que Bolsonaro apresenta redução de movimento, dor crônica, diferença na altura dos ombros direito e esquerdo, e alteração do tônus muscular na região.
O ex-presidente tem realizado sessões de fisioterapia para controle das dores e deve continuar com o tratamento. As sessões visam analgesia, relaxamento muscular e mobilização, sempre dentro dos limites de tolerância do paciente, conforme informado pelo fisioterapeuta.
Indicação cirúrgica e fase pré-operatória
O documento aponta que o quadro clínico, aliado a exames complementares já realizados, justifica a indicação de intervenção cirúrgica.
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“Conclui-se que o paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido, o que, no momento, restringe a progressão para intervenções fisioterapêuticas mais ativas”, afirma o relatório.
Contexto da internação e prisão domiciliar
O relatório foi elaborado em 2 de abril de 2026, com base em avaliações realizadas nos dias 26 e 31 de março. A primeira avaliação ocorreu no hospital DF Star, em Brasília, enquanto Bolsonaro ainda estava internado.
Bolsonaro recebeu alta do DF Star em 27 de março, após 14 dias de internação devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral, classificada como grave e a mais severa das três que já enfrentou. No mesmo dia, ele se mudou para o condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF), para iniciar o cumprimento de 90 dias de prisão domiciliar, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
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Fonte: g1.globo.com