Cúpula com 35 países busca reabrir Estreito de Ormuz em meio a tensões com Irã

Cúpula com 35 países busca reabrir Estreito de Ormuz em meio a tensões com Irã

Uma cúpula virtual reunindo 35 nações está agendada para esta quinta-feira (2) com o objetivo de traçar um plano para a reabertura do Estreito de Ormuz. A iniciativa, liderada pelo Reino Unido, visa mitigar o impacto da crise de custos de vida global decorrente do fechamento da vital rota marítima. Participam da reunião países como […]

Resumo

Uma cúpula virtual reunindo 35 nações está agendada para esta quinta-feira (2) com o objetivo de traçar um plano para a reabertura do Estreito de Ormuz. A iniciativa, liderada pelo Reino Unido, visa mitigar o impacto da crise de custos de vida global decorrente do fechamento da vital rota marítima.

Participam da reunião países como Reino Unido, França, Itália, Alemanha e nações do Golfo Pérsico. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que a prioridade de seu governo é restabelecer o tráfego no estreito, assegurando que o Reino Unido se manterá fora do conflito direto.

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Estreito de Ormuz: Um ponto estratégico sob pressão

O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo, foi efetivamente fechado pelo Irã no início do ano, após ataques israelenses e americanos. Atualmente, apenas navios iranianos e algumas outras embarcações recebem permissão para transitar pela via.

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A situação se agrava com as recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã. Em pronunciamento televisionado, Trump alertou que os EUA poderiam atacar todas as usinas de energia elétrica iranianas e até mesmo a indústria petrolífera do país caso não haja um acordo entre Washington e Teerã.

Ameaças de Trump e a política de “linha dura”

“Se não houver acordo, vamos atacar cada uma de suas usinas de geração de energia elétrica, com muita força e provavelmente simultaneamente”, declarou Trump, insinuando que, embora o setor petrolífero seja um alvo mais fácil, o objetivo seria levar o país à “Idade da Pedra”.

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Trump também afirmou que a mudança de regime no Irã não é um objetivo americano, mas que ela ocorreu devido à “morte dos líderes originais”. Ele projetou que os ataques se estenderão por mais algumas semanas, em um cenário que tem enfrentado queda em sua popularidade, ligada à desaprovação da guerra por 60% dos eleitores americanos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

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Interesses europeus e a “reabertura natural”

O presidente americano minimizou o impacto da guerra no preço dos combustíveis, afirmando que a reabertura do Estreito de Ormuz interessa mais aos países europeus. Trump ainda classificou o novo grupo que assumiu o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei como “menos radical e mais razoável”.

Ele prometeu que, após o fim do conflito, a passagem “vai reabrir naturalmente”. No entanto, o porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã respondeu que a guerra continuará até a “rendição e o arrependimento do inimigo”, demonstrando a persistência da escalada de tensões.

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