A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) revelou nesta segunda-feira (30) que perfis de extrema-direita em redes sociais foram pagos para impulsionar discursos de ódio direcionados a ela. A parlamentar, que é mulher trans, afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que possui um dossiê com evidências do financiamento de tais campanhas por parte de deputados federais, estaduais e vereadores de diversos municípios brasileiros.
Hilton, que recentemente assumiu a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados em 14 de março, relatou ter sido alvo de uma onda de críticas que, segundo ela, não foi espontânea. A deputada declarou que o material comprova o envolvimento de políticos no financiamento e impulsionamento de conteúdos odiosos.
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Dossiê aponta financiamento de parlamentares
“Há um dossiê, um material vasto de parlamentares dos mais diversos campos do Poder Legislativo Federal, Estadual, Municipal, de vários municípios do Brasil, que financiaram, que pagaram, que impulsionaram discursos de ódio contra mim”, declarou Erika Hilton.
Ela criticou a conduta desses políticos, argumentando que eles deveriam zelar pela dignidade de todas as pessoas em um Estado democrático de direito. Em vez disso, teriam utilizado recursos financeiros para disseminar o ódio em alta velocidade através de grandes empresas de tecnologia.
Críticas vistas como tentativa de distração
A deputada também interpretou a recente onda de críticas como uma “tentativa de distração” das pautas importantes da Comissão da Mulher. Segundo ela, houve um esforço para desviar o foco daquilo que é prioritário para o colegiado.
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“Tentaram transformar em uma distração aquilo que de fato era importante, prioritário para a Comissão da Mulher. Porque nós temos hoje um espectro no Brasil que não consegue compreender algumas condições”, afirmou Hilton.
Prioridades da Comissão da Mulher
Erika Hilton destacou que as prioridades da Comissão da Mulher incluem a proteção das mulheres no ambiente digital, a saúde feminina, a área neonatal e o acompanhamento do nascimento de crianças. Além disso, a deputada defendeu a necessidade de um trabalho pedagógico para desmistificar preconceitos contra pessoas LGBTQIA+.
“A sociedade precisa mudar a fotografia que fez dessas pessoas, limpar o olhar sobre esses grupos e entender que eles estão batalhando apenas por dignidade”, concluiu a parlamentar.
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Fonte: g1.globo.com