Flávio Bolsonaro ataca Lula em evento conservador nos EUA e o chama de 'antagonista' americano

Flávio Bolsonaro ataca Lula em evento conservador nos EUA e o chama de ‘antagonista’ americano

Em sua participação no CPAC, o maior evento conservador do mundo, realizado em Dallas, nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) dirigiu fortes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio Bolsonaro classificou Lula como um “antagonista” dos interesses americanos e o associou diretamente ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, que foi detido […]

Resumo

Em sua participação no CPAC, o maior evento conservador do mundo, realizado em Dallas, nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) dirigiu fortes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio Bolsonaro classificou Lula como um “antagonista” dos interesses americanos e o associou diretamente ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, que foi detido nos EUA no início do ano.

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Críticas à política externa e alinhamento com a China

Durante seu discurso, proferido em inglês e com leitura de teleprompter, o senador afirmou que Lula e o PT são “abertamente anti-americanos”.

Ele citou como exemplos a oposição de Lula à hegemonia do dólar, o forte alinhamento do Brasil com a China e as críticas públicas do presidente brasileiro às ações dos Estados Unidos em relação à Venezuela, Irã, Cuba e ao combate ao tráfico de drogas.

Comparações com Trump e acusações eleitorais

O senador exibiu fotos de Jair Bolsonaro ao lado de Donald Trump, traçando paralelos entre suas trajetórias e mencionando que ambos teriam sofrido tentativas de assassinato.

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Flávio Bolsonaro também fez acusações sobre a eleição de 2022, sugerindo uma “interferência massiva” da administração Biden para levar Lula ao poder. “Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder”, declarou.

Ele expressou confiança na vitória de seu grupo político, desde que haja liberdade de expressão nas redes sociais e que os votos sejam contados corretamente, posicionando-se contra regulamentações das big techs.

Eduardo Bolsonaro também levanta preocupações

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também participou do evento e manifestou preocupação com a possibilidade de a regulamentação de big techs impactar as eleições.

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“65% dos nossos eleitores de direita se informam através das redes sociais. Então, se nós formos censurados, certamente isso daí vai ser um golpe muito difícil durante a eleição”, argumentou.

Defesa de interesses americanos e críticas a Lula

Flávio Bolsonaro buscou demonstrar proximidade com o público americano, utilizando termos e apelidos irônicos empregados por Trump a Joe Biden.

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Ele abordou temas de interesse dos EUA, como minerais críticos e a necessidade de reduzir a dependência da China, apresentando o Brasil como um potencial “aliado mais poderoso do hemisfério” ou um “antagonista que se alinha com adversários americanos”.

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Mercados de apostas e promessas de campanha

O senador citou mercados de apostas que o colocariam tecnicamente empatado com Lula em um eventual segundo turno, ou até mesmo como favorito, segundo dados do Polymarket.

Ele prometeu um “projeto conservador de vanguarda” que trará prosperidade ao Brasil e encerrará um “ciclo de atraso, miséria e violência que a esquerda está deixando como herança maldita”.

Relação Brasil-EUA e o caso das facções criminosas

Apesar das críticas de Lula à gestão de Trump, o ex-presidente americano tem mantido uma postura neutra em relação ao petista, inclusive com expectativa de um encontro na Casa Branca.

Flávio Bolsonaro, no entanto, usou o evento para criticar a gestão Trump, que aliviou sanções ao Brasil, e a proximidade entre os presidentes.

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Ele também abordou a possibilidade de o Departamento de Estado dos EUA classificar facções criminosas brasileiras como terroristas, o que o governo brasileiro busca evitar.

“Sim, o presidente do meu país faz lobby na América para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo”, acusou Flávio sobre a atuação de Lula para evitar a rotulagem.

Caso Darren Beattie e “ingerência” em assuntos internos

O senador mencionou a revogação do visto de Darren Beattie, conselheiro para relações com o Brasil nos EUA, que teria seu visto negado para visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A visita, inicialmente autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi posteriormente proibida por ele, que alegou “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

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Para Flávio Bolsonaro, a decisão demonstra que o Brasil “agora está expulsando diplomatas americanos” e representa um ato “sem precedentes em nossa história”.

Fonte: FOLHAPRESS

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