A Vale anunciou a extensão da vida útil de suas minas em Itabira, berço da mineradora na Região Central de Minas Gerais, até o ano de 2053. A nova projeção representa um acréscimo de 12 anos em relação à estimativa anterior, que apontava para o encerramento das atividades em 2041.
A decisão foi fundamentada em pesquisas geológicas aprofundadas, estudos de processamento mineral e a implementação de tecnologias que otimizam o aproveitamento dos recursos de maneira segura e sustentável. A atualização foi formalizada junto à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos.
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Avanços Tecnológicos e Geológicos
Segundo a multinacional, o aprofundamento do conhecimento geológico sobre a região de Itabira, aliado à evolução das tecnologias de beneficiamento, permitiu a exploração de materiais antes considerados estéreis. Esse avanço técnico resultou em um aumento significativo nas reservas minerais declaradas, que saltaram de aproximadamente 760 milhões de toneladas (base 2024) para cerca de 1,15 bilhão de toneladas (base 2025), um crescimento de 52%.
Em 2025, o município contribuiu com cerca de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro provenientes de fontes circulares. A Vale também desenvolve novos projetos de reaproveitamento de rejeitos no complexo, atualmente em processo de licenciamento ambiental.
Itabira: História e Impactos
As atividades de mineração em Itabira pela Vale iniciaram-se em 1957. Ao longo das décadas, a cidade, localizada a cerca de 100 km de Belo Horizonte, desenvolveu uma forte dependência econômica da empresa. Esse crescimento, contudo, veio acompanhado de impactos ambientais, como rachaduras em imóveis e preocupações com a saúde dos moradores, especialmente em áreas próximas às barragens e diques do Sistema Pontal.
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Em dezembro de 2024, a Justiça determinou que a Vale realocasse famílias cujas moradias corriam risco de desabamento. Na ocasião, a mineradora argumentou que os danos eram decorrentes das condições originais de construção dos imóveis.
Compromisso com o Futuro de Itabira
Apesar da extensão do prazo operacional, a Vale afirma que não prevê um aumento no volume de produção anual em Itabira. Rafael Bittar, vice-presidente técnico da empresa, destacou que a cidade continua sendo uma operação estratégica, e que a companhia trabalha para permanecer no município por muitas décadas.
A mineradora reforçou seu compromisso com o desenvolvimento local, a diversificação econômica e a construção de um legado duradouro. A empresa integra o Programa Itabira Sustentável e investe em projetos nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, cultura, esporte e infraestrutura, buscando mitigar os impactos históricos e promover um futuro mais equilibrado para a cidade e seus habitantes.
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A visita de representantes da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) à região em setembro de 2025 evidencia a contínua atenção sobre as operações e seus desdobramentos sociais e ambientais no estado.
Fonte: G1