Zema deixa o governo de Minas e mira o Brasil com foco no agronegócio e estratégia de virada

Zema deixa o governo de Minas e mira o Brasil com foco no agronegócio e estratégia de virada

Romeu Zema, a poucos dias de deixar o comando do Palácio Tiradentes, demonstra confiança em uma trajetória presidencial que espelhe a eleição de 2018. Naquela ocasião, o então desconhecido político mineiro, que já programava viagens internacionais, surpreendeu ao chegar ao segundo turno e ser eleito governador. A memória dessa virada impulsiona a crença em seu […]

Resumo

Romeu Zema, a poucos dias de deixar o comando do Palácio Tiradentes, demonstra confiança em uma trajetória presidencial que espelhe a eleição de 2018. Naquela ocasião, o então desconhecido político mineiro, que já programava viagens internacionais, surpreendeu ao chegar ao segundo turno e ser eleito governador. A memória dessa virada impulsiona a crença em seu entorno de que uma ascensão tardia é possível também na disputa nacional.

Estratégia de expansão nacional

A desincompatibilização de Zema, marcada para domingo, dá início à sua pré-campanha presidencial. O pontapé inicial será em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, cidade escolhida para apresentar a estratégia de atingir públicos considerados receptivos. A escolha de São Paulo, polo do agronegócio, não é casual; o setor é visto como chave para expandir a base eleitoral do governador para além das fronteiras de Minas Gerais.

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Agendas no Sul e interior paulista

Na agenda paulista, Zema participará de eventos do partido Novo, incluindo um encontro religioso, e do Agroday, evento voltado ao agronegócio. Em abril, a pré-campanha prevê um giro pelo Sul do país, com passagens por cidades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. A aposta é que o eleitorado urbano dessas regiões, aliado ao público do agronegócio paulista, possa oferecer a Zema um espaço político atualmente fragmentado entre outros nomes da centro-direita e do campo conservador.

Discurso e pressões políticas

Nos bastidores, a orientação é por um discurso mais combativo, explorando a narrativa de independência em relação ao sistema político tradicional e ao Judiciário. Essa postura visa ganhar evidência em um cenário de baixa competitividade inicial. Simultaneamente, cresce a pressão do PL para que Zema reavalie sua candidatura, com sinalizações de que a insistência pode afetar a sucessão em Minas Gerais.

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Indefinição em Minas e futuro político

O apoio do Novo à reeleição do vice-governador mineiro Mateus Simões segue indefinido. Caso não haja acordo para indicação do vice, o partido admite neutralidade na disputa estadual. O clima de incerteza foi reforçado por declarações do presidente do PSD mineiro, Cássio Soares. Zema, entre a confiança na repetição de uma virada eleitoral e a necessidade de construir espaço nacional, inicia sua caminhada presidencial.

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Nas movimentadas articulações políticas de Minas Gerais, chamou a atenção a filiação em massa ao PL. A deputada Chiara Biondini foi a única a receber um aval público explícito de Nikolas Ferreira, que a elogiou e a colocou em destaque. Paralelamente, o ex-secretário nacional do Ministério do Esporte Thiago Milhim articula sua filiação ao PL em Minas, buscando se viabilizar politicamente para 2026 e se aproximando da estrutura ligada a Ferreira.

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Fonte: Estado de Minas

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