Um policial civil lotado em Ubá, cidade histórica na Zona da Mata mineira, foi condenado a 11 anos e três meses de prisão por chefiar uma milícia armada. A sentença, proferida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), também determina a perda do cargo público do investigador.
Estrutura criminosa com aparatos estatais
O policial foi detido em novembro de 2024, durante a deflagração da operação ‘Segurança Máxima’. As investigações apontaram que ele estruturou um grupo criminoso, com a participação de outros policiais, que se utilizava de equipamentos e informações privilegiadas da Polícia Civil para atuar no mercado de segurança privada.
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Segundo a decisão judicial, o grupo oferecia serviços como escoltas armadas e intervenções em situações que deveriam ser tratadas pelas forças de segurança pública. Para isso, utilizavam viaturas oficiais, armamento restrito e acesso a sistemas sigilosos da corporação.
Coação e cobrança de vantagens indevidas
A atuação da milícia era marcada pela intimidação e pela cobrança de valores indevidos. O policial condenado utilizava sua posição para captar clientes para uma empresa de segurança privada, operando sob coação e exigindo pagamentos ilegais. A investigação também revelou que o agente ameaçava pessoas consideradas desafetos dos contratantes dos serviços ilícitos.
Bens de luxo apreendidos
Durante a operação, foram apreendidos bens de alto valor pertencentes ao policial, incluindo carros de luxo e uma aeronave. A Justiça determinou a perda desses bens, ressalvando os direitos de terceiros que possam comprovar boa-fé na aquisição.
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Outras ações penais em andamento
O caso em Ubá é apenas uma parte de uma investigação maior. O policial civil responde ainda a outras duas ações penais. Uma delas o acusa da prática de 272 crimes de corrupção, e a outra, de obstrução de investigação de organização criminosa. Os detalhes completos sobre o caso estão sob sigilo judicial.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que não comenta decisões judiciais. A condenação representa um duro golpe contra a corrupção e o uso indevido de recursos públicos no estado, reforçando a importância de operações como a ‘Segurança Máxima’ para a manutenção da ordem e da confiança nas instituições mineiras.
Fonte: G1
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