O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, avaliou como irrelevante a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de posse de José Antonio Kast, que assume a presidência do Chile nesta quarta-feira (11.mar.2026).
Em entrevista à Rede Bandeirantes, Flávio Bolsonaro, que está no Chile para o evento, declarou que, embora a presença de um chefe de Estado convidado por outro eleito seja uma formalidade diplomática, o Brasil não sofre prejuízos com a decisão de Lula.
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“Um presidente da República convidado por outro presidente eleito, poderia sem problema nenhum vir pra cá. Mas o Brasil também não perde nada com a ausência dele”, afirmou o senador.
Críticas à postura de Lula
Flávio Bolsonaro aproveitou a oportunidade para tecer duras críticas ao presidente Lula, alegando que ele demonstra dificuldade em conviver com divergências políticas.
“Eu lamento que a essa altura do campeonato, o Lula ainda não consiga conviver com quem pensa diferente dele. Você vê que ele transborda intolerância, transborda o ódio até”, disse.
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Cancelamento da viagem de Lula e representação oficial
A viagem de Lula ao Chile estava inicialmente prevista para a tarde desta terça-feira (10.mar). Após o cancelamento, o Palácio do Planalto informou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o governo brasileiro na posse de Kast.
O convite para Lula comparecer à posse partiu do próprio Kast, em decorrência de um encontro bilateral realizado no Panamá. A participação do presidente brasileiro era vista pelo Planalto como um gesto pragmático, visando a abertura de canais de diálogo, apesar das diferenças ideológicas e de posicionamento em temas como a Venezuela, onde Kast defende intervenções internacionais contrárias à política externa brasileira.
A relação entre os governos de Brasil e Chile, sob lideranças de espectros políticos distintos, tem sido observada com atenção pelo cenário geopolítico sul-americano. A ausência de Lula, neste contexto, pode ser interpretada de diferentes formas, gerando debates sobre as prioridades diplomáticas do governo brasileiro.
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Fonte: g1.globo.com