O Palácio do Planalto planeja um desembolso de R$ 44,4 milhões para financiar as agendas internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025. A cifra, segundo apurou o site Poder360, cobrirá 16 viagens oficiais, incluindo visitas de Estado e participações em fóruns globais, refletindo o retorno de uma política externa ativa.
Ao longo do ano, o presidente deve acumular 50 dias no exterior, visitando 19 países. Apesar de passagens mais extensas pela Ásia, a estadia de seis dias na França se destacou como a mais cara, totalizando R$ 12,06 milhões. Este valor evidencia a concentração de recursos em destinos considerados estratégicos ou de alta representatividade diplomática.
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Os gastos com hospedagem em hotéis de alto padrão e a contratação de serviços de logística com veículos exclusivos foram os principais impulsionadores do orçamento. As despesas com hotéis somaram R$ 18,8 milhões, enquanto a logística e serviços correlatos atingiram R$ 20,5 milhões. Juntos, esses dois itens representam quase 90% do custo total previsto para as viagens presidenciais.
Destinos como Rússia, China e a sede das Nações Unidas em Nova York também figuram entre os mais onerosos, com custos individuais variando entre R$ 6,7 milhões e R$ 8,6 milhões por evento. Essas despesas refletem a complexidade e o alcance das missões diplomáticas em um cenário global cada vez mais interconectado.
Janja e a transparência dos gastos com viagens
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A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também teve uma participação significativa nas viagens internacionais, registrando 54 dias fora do Brasil em nove missões distintas, algumas realizadas sem a presença do presidente. No entanto, o governo federal tem sido reticente em detalhar completamente esses custos nos relatórios de transparência.
Um exemplo é a justificativa para passagens para Roma, classificadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social como de uma “colaboradora eventual”, negando desembolso de diárias ou gastos com segurança pela pasta. Essa postura levanta questionamentos sobre a completude das informações públicas relativas às despesas de representação.
Austeridade em xeque em viagens de luxo
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A concentração de gastos em capitais europeias e americanas, aliada ao uso de hotéis cinco estrelas e frotas privadas, gera dúvidas sobre a política de austeridade do governo. Tais despesas contrastam com as promessas de controle fiscal feitas pela equipe econômica.
Enquanto o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) defende a importância dessas missões para a projeção internacional do Brasil, a natureza das despesas, focada em logística e acomodação, alimenta críticas sobre o custo de manutenção da imagem presidencial no palco global. A diplomacia brasileira busca equilibrar a necessidade de representação com a responsabilidade fiscal, um desafio constante para a gestão pública.
Fonte: Poder360
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