Em pronunciamento televisionado na véspera do Dia Internacional da Mulher, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que a sociedade brasileira reflita sobre a forma como as mulheres são tratadas e reforçou o compromisso do governo no combate ao feminicídio.
Lula destacou a gravidade do problema, citando que a cada seis horas um homem mata uma mulher no Brasil. Ele ressaltou que o feminicídio é o resultado de um acúmulo de violências diárias, muitas vezes silenciosas e naturalizadas.
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“Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos sim meter a colher”, afirmou o presidente, classificando a violência de gênero como um crime que exige intervenção e responsabilidade social.
Pacto Nacional contra o Feminicídio
Durante a semana, os Três Poderes da República assinaram o “Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio” no Palácio do Planalto. A iniciativa visa criar uma frente ampla de combate aos crimes que têm apresentado aumento anual.
Com o lema “Todos Por Todas”, o pacto se concentra em quatro eixos principais: prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos para vítimas de violência de gênero.
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O presidente enfatizou que o objetivo é construir um país onde as mulheres não apenas sobrevivam, mas vivam com segurança, liberdade para trabalhar, empreender e prosperar.
Medidas de Segurança e Proteção
Lula detalhou uma série de ações que serão implementadas para fortalecer o combate ao feminicídio e aumentar a segurança das mulheres:
- Implantação de rastreamento eletrônico para agressores com medidas protetivas.
- Ampliação e fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e das Procuradorias da Mulher.
- Criação do Centro Integrado de Segurança Pública para unificar dados e monitorar agressores.
- Expansão da rede de Centros de Referência e das Casas da Mulher Brasileira, que oferecem serviços especializados para vítimas de violência doméstica e seus filhos.
A iniciativa representa um compromisso institucional entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário para enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas no Brasil.
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Apesar do anúncio do pacto e de suas diretrizes iniciais, o governo ainda não apresentou detalhes práticos sobre a execução de todas as políticas propostas. O lançamento contou com a presença da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e de autoridades de todos os poderes.
Fonte: G1