Em visita a Belo Horizonte, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, fez um pronunciamento enfático sobre o estado da área cultural no Brasil. Segundo ela, o setor vinha de um período de “deserto”, marcado por desmonte de políticas e esvaziamento de sua importância.
A declaração foi feita durante um evento promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG), na região da Pampulha, que abordou o combate ao feminicídio. Menezes ressaltou que o governo federal, sob a liderança do presidente Lula, está empenhado em um “reinício” das políticas culturais.
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Resgate da Pasta Cultural
A ministra destacou que, nos últimos três anos, o Ministério da Cultura passou por um processo de resgate. O objetivo, segundo ela, é restabelecer a comunicação e o apoio a todas as manifestações culturais em território nacional. A pasta, que já foi extinta e rebaixada a secretaria durante o governo anterior, retoma agora seu status ministerial.
Contexto Histórico da Cultura
A extinção do Ministério da Cultura foi uma das primeiras medidas do então presidente Jair Bolsonaro, em 2019. A pasta, criada em 1985, foi transformada em secretaria. Bolsonaro já havia, em 2018, defendido a medida, alegando que o ministério funcionava como um “centro de negociações da Lei Rouanet”. A Cultura só voltou a ser ministério em 1º de janeiro de 2023, com a posse de Lula.
Impacto em Belo Horizonte
A fala da ministra em Belo Horizonte ressoa em um cenário cultural vibrante na capital mineira, que abriga importantes museus, teatros e centros culturais. A retomada de políticas públicas pode significar novos investimentos e oportunidades para artistas e produtores locais, que sentiram os efeitos da falta de apoio nos anos anteriores.
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Novos Rumos para a Cultura Brasileira
O governo atual busca, com essa nova fase, democratizar o acesso à cultura e fortalecer a identidade nacional. A articulação com estados e municípios, incluindo iniciativas em Belo Horizonte, é vista como crucial para o sucesso dessas novas políticas culturais. O desafio agora é consolidar essas ações e garantir que o setor cultural floresça após o período de escassez.
Fonte: O Tempo