Um embate público entre George Marques, coordenador da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e a jornalista Madeleine Lacsko, do site Antagonista, expôs divergências sobre a divulgação de dados referentes aos repasses do governo federal para a reconstrução do Rio Grande do Sul.
A polêmica teve início quando Marques utilizou sua conta na rede social X para corrigir uma análise de dados apresentada por Lacsko. Ele questionou a informação de que apenas 10% dos R$ 110 bilhões destinados ao estado haviam sido pagos, afirmando que R$ 90 bilhões já haviam sido efetivamente repassados.
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A intervenção de Marques, que visava esclarecer a precisão dos números, não foi bem recebida por Lacsko. Em resposta, a jornalista expressou irritação com o que considerou uma tentativa de fiscalização por parte da Secom, comparando a atuação à de gestões anteriores.
Críticas e Respostas na Rede Social
“Precisamos aumentar imposto para pagar patrulheiro de tweet de jornalista. Achei que isso tinha acabado com aqueles malucos da Secom do Bolsonaro, mas eles geraram filhotes”, escreveu Lacsko, apagando posteriormente a postagem original onde o dado incorreto havia sido publicado.
George Marques, por sua vez, buscou desescalar o conflito, afirmando que sua intenção não era “patrulhar” a jornalista, mas sim fornecer a informação correta. “Pensei que informar uma jornalista o dado correto ajudaria a passar a informação precisa”, declarou.
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A troca de mensagens continuou com Lacsko acusando Marques de não ter diferenciado “aporte de empréstimo” e de agir de forma similar a outros membros da Secom em gestões passadas. Ela anunciou que não voltaria a discutir o tema em suas redes pessoais.
Escalada do Debate e Contexto Político
Marques rebateu as críticas, reforçando a precisão dos dados e utilizando um tom mais incisivo. Ele afirmou que poderia fornecer os dados detalhados e fez uma distinção explícita entre sua atuação e a de figuras como Filipe Martins, mencionando a acusação de gestos nazistas e propagação de golpe de Estado contra ele, o que não se aplicaria à sua própria conduta.
O episódio ressalta a tensão frequente entre a comunicação governamental e a imprensa, especialmente em momentos de crise e em relação à divulgação de dados financeiros. A reconstrução do Rio Grande do Sul, após as enchentes devastadoras, é um tema de grande sensibilidade e atenção pública, tornando a precisão das informações sobre os recursos destinados à recuperação um ponto crucial para a avaliação da gestão pública.
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A Secom, como órgão responsável pela comunicação do Poder Executivo, tem o papel de garantir a transparência e a correta informação sobre as ações do governo. Por outro lado, a imprensa, em sua função fiscalizadora, busca analisar e questionar tais informações, exercendo seu papel democrático de cobrar prestação de contas.
Fonte: 247