O ex-marqueteiro do PT, João Santana, avaliou que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem uma chance de demonstrar sua capacidade de articulação política.
Segundo Santana, a oportunidade surgiria caso Flávio Bolsonaro consiga mediar e solucionar as divergências internas que afetam o Partido Liberal (PL) e o círculo familiar.
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Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o marqueteiro, que foi responsável por campanhas vitoriosas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, fez uma analogia.
“Caso o senador consiga apagar as chamas que ardem na família, no entorno e no partido, provará que é bom bombeiro, capaz de conter incêndios futuramente no Congresso Nacional”, disse.
Santana citou uma “misteriosa conjunção astral” como facilitadora para que o senador enfrente esses desafios.
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Ele concluiu a análise afirmando que “é mais fácil conter um congresso rebelde do que uma família destroçada pela mágoa”, sinalizando a complexidade das crises familiares e partidárias.
A declaração de Santana ocorre em um momento de turbulência no PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Racha no PL e críticas públicas
Recentemente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, teceu críticas públicas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
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Eduardo acusou Nikolas e Michelle de “jogarem o mesmo jogo” e terem “amnésia” em relação a Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência.
A resposta veio de Nikolas Ferreira e de Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo, que afirmaram que o ex-deputado “não está bem”.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tentou minimizar a situação, declarando que não há racha entre Flávio, Michelle e Nikolas, e que todos apoiarão a candidatura do senador.
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Indicações ao Senado e alianças frustradas
Outro ponto de atrito para Flávio Bolsonaro envolve as indicações para o Senado em Santa Catarina.
A decisão de manter uma chapa pura com a deputada Caroline De Toni (PL-SC) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) inviabilizou um acordo que estava sendo costurado por Valdemar Costa Neto e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).
O acordo visava apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC), o que demonstra a dificuldade em alinhar interesses dentro da base bolsonarista.
Fonte: g1.globo.com