A trajetória de Nemesio Oseguera Cervantes, o ‘El Mencho’, um dos narcotraficantes mais procurados do mundo, teve seu desfecho influenciado por três figuras femininas em papéis distintos, mas de fundamental importância.
Uma amante, cuja colaboração foi decisiva para a localização do líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), um grupo de alta periculosidade e poder no México.
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A esposa, Rosalinda González Valencia, considerada peça-chave na estruturação do império criminoso e apontada como possível sucessora.
E a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para quem a operação representa uma significativa vitória política.
A amante e a localização do traficante
A inteligência mexicana identificou uma pessoa próxima a uma das amantes de ‘El Mencho’. O monitoramento dessa rede de contatos extraconjugais foi essencial para rastrear o esconderijo do narcotraficante em Tapalpa, Jalisco.
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Segundo relatos de agentes de segurança, a mulher esteve no imóvel dias antes da operação. Sua saída do local permitiu às autoridades confirmarem que ‘El Mencho’ permanecia ali, cercado por um esquema de segurança reforçado, indicando que não se tratava de uma passagem temporária.
A confirmação do paradeiro levou o Exército e os serviços de inteligência a planejarem o cerco. ‘El Mencho’ foi gravemente ferido durante a ação e veio a falecer.
O nome de Guadalupe Moreno Carrillo, apontada como possível parceira do chefe do cartel após sua separação, já havia sido mencionado em vazamentos conhecidos como Guacamaya Leaks, em 2022.
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Vitória política para Sheinbaum
A operação bem-sucedida contra ‘El Mencho’ também se configura como um triunfo político para Claudia Sheinbaum. A presidente vinha sofrendo pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, para intensificar o combate ao tráfico de fentanil.
A queda de um dos criminosos mais notórios do México não apenas afeta o equilíbrio do narcotráfico no país, mas também fortalece a imagem de firmeza do governo federal no enfrentamento ao crime organizado.
Essa ação de grande impacto quebra um período de anos sem capturas significativas de líderes de cartéis, reforçando internamente o discurso de endurecimento contra o crime.
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Externamente, a operação sinaliza um alinhamento estratégico com os Estados Unidos, especialmente em um contexto de cooperação em segurança.
Rosalinda González Valencia: a ‘Jefa’ do império
Enquanto a amante contribuiu para a localização, Rosalinda González Valencia, esposa de ‘El Mencho’, desempenhou um papel estratégico na construção do poder dele.
Irmã de Abigael González Valencia, líder de ‘Los Cuinis’, Rosalinda agregou capital político e financeiro ao CJNG.
Especialistas apontam que ‘El Mencho’ ascendeu à liderança do cartel por meio de uma ‘estratégia de diplomacia via casamento’, unindo-se a uma família com forte tradição no crime organizado.
Com a morte de ‘El Mencho’, Rosalinda é vista como uma potencial sucessora, dada sua influência histórica na organização.
A história da queda de ‘El Mencho’ evidencia como figuras femininas, em diferentes posições, foram determinantes para o desfecho de um dos capítulos mais importantes no combate ao narcotráfico no México.
Fonte: R7