O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais atualizou o balanço das tragédias causadas pelas fortes chuvas que assolaram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira. Na noite desta terça-feira (24), o número de mortos subiu para 30. Além das vítimas fatais, 39 pessoas permanecem desaparecidas e 208 foram resgatadas com vida. Mais de 130 militares atuam nas operações de busca e salvamento nos municípios afetados.
Fevereiro Recorde em Juiz de Fora
Juiz de Fora registrou o fevereiro mais chuvoso desde o início das medições, com um acumulado de 584 milímetros de chuva até o momento. A intensidade do temporal levou ao transbordamento de rios e a deslizamentos de terra, atingindo diversas áreas da cidade. Cerca de 3 mil moradores foram forçados a deixar suas residências, conforme informou a prefeitura municipal.
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O sistema de alerta por mensagem de texto, recém-implementado no país, funcionou e auxiliou na evacuação de parte da população, uma vez que o temporal se intensificou durante a madrugada, quando muitos já estavam em casa.
Calamidade Pública Reconhecida
Diante da gravidade da situação, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), decretou estado de calamidade pública no município. O decreto foi reconhecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrando a dimensão da crise hídrica e de infraestrutura enfrentada pela cidade.
Alerta para Mais Chuvas e Riscos Geológicos
A previsão meteorológica indica que a situação pode se agravar. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a partir desta quarta-feira (25), a chegada de uma nova frente fria intensificará as chuvas, com foco inicial na Zona da Mata e no Sul/Sudoeste de Minas Gerais. Com o solo já encharcado, o risco de novos alagamentos, enxurradas e deslizamentos é elevado, especialmente em áreas de encosta e de ocupação irregular.
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Tragédias Climáticas em Minas e no Brasil
Minas Gerais volta a ser palco de tragédias climáticas em um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes no Brasil. Em 2024, o Sul do país já havia sido devastado por inundações sem precedentes, que deixaram mais de 200 mortos e afetaram cerca de dois milhões de pessoas, configurando uma das piores catástrofes naturais da história recente do Brasil. Especialistas apontam as mudanças climáticas como principal fator por trás da intensificação e recorrência desses desastres naturais.
Fonte: Agência Brasil e AFP