Jorge Messias, Evangélico e Aliado de Lula: Vaias na Marcha para Jesus e Resistência no STF

Jorge Messias, Evangélico e Aliado de Lula: Vaias na Marcha para Jesus e Resistência no STF

A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) traz um elemento distintivo: ele se declara evangélico. Essa característica tem sido utilizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma ponte para o eleitorado evangélico, segmento que historicamente demonstra maior rejeição ao governo petista. Messias, que já atua como Advogado-Geral da União […]

Resumo

A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) traz um elemento distintivo: ele se declara evangélico. Essa característica tem sido utilizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma ponte para o eleitorado evangélico, segmento que historicamente demonstra maior rejeição ao governo petista. Messias, que já atua como Advogado-Geral da União (AGU), tem sido o principal interlocutor de Lula com essa parcela da população, apesar de ter sido vaiado em uma Marcha para Jesus em São Paulo em 2023, ao mencionar o presidente.

A estratégia de Lula em nomear Messias, um aliado político com um perfil religioso declarado, visa aproximar o governo de um eleitorado que pode ser crucial na disputa pela reeleição. Os evangélicos representam 27% da população brasileira, e, segundo pesquisa recente, 58% desaprovam a gestão atual.

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Pastor defende Messias como “conservador-social”

Jorge Messias é membro da Igreja Batista Cristã de Brasília, onde atua como diácono. O pastor da igreja, Sérgio Carazza, que anteriormente trabalhou com a ex-ministra Damares Alves, descreve Messias como “conservador-social”, “a favor da vida, a favor da família e do casamento”, mas com um viés voltado para a justiça social. Carazza afirma que Messias seria contrário ao aborto e mencionou sua participação em uma entidade que apoia mulheres em decisão sobre interrupção de gravidez.

Pareceres sobre aborto e “ideologia de gênero” geram controvérsia

Contudo, pareceres assinados por Messias na AGU têm gerado forte oposição. Um deles defendeu a derrubada de uma norma do Conselho Federal de Medicina que proibia a assistolia fetal, procedimento para interrupção de gestação acima de 22 semanas. Outro parecer questionou uma lei do Espírito Santo que permite aos pais impedir a participação de filhos em atividades sobre “ideologia de gênero” nas escolas, apontando que a norma “viola a competência privativa da União para definir diretrizes e bases da educação nacional”. Essas posições são vistas por críticos como incompatíveis com princípios cristãos e conservadores.

Resistência na oposição e na bancada evangélica

A indicação de Messias enfrenta resistência não apenas de setores religiosos, mas também da oposição no Congresso. Parlamentares expressam preocupação com o que chamam de “aparelhamento do STF” e questionam a alinhamento de Messias com as pautas conservadoras. A deputada federal Carla Dickson (União Brasil-RN) declarou que alguém “a favor da assistolia fetal” não pode ser considerado cristão. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Senado, Carlos Viana (Podemos-MG), ainda não se manifestou oficialmente, mas sinalizou a possibilidade de reprovação.

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Tese de doutorado alinha Messias a Lula

A tese de doutorado de Jorge Messias, apresentada na UnB, também tem sido alvo de análise. Nela, o AGU cita Lula 54 vezes, minimiza episódios de corrupção do PT e critica o STF, o que, para alguns, evidencia um alinhamento político e ideológico com o presidente. A criação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD) na AGU, apelidada de “Ministério da Verdade”, também gerou críticas e teve membros com visto revogado pelos EUA durante a gestão Trump.

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