Presos políticos na Venezuela iniciam greve de fome contra lei de anistia

Presos políticos na Venezuela iniciam greve de fome contra lei de anistia

Cerca de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome na última sexta-feira (22.fev.2026) para exigir suas liberdades. O protesto, que começou na penitenciária de Rodeo I, nos arredores de Caracas, e se espalhou por outras unidades, visa pressionar o governo a rever os critérios de uma nova lei de anistia. A informação […]

Resumo

Cerca de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome na última sexta-feira (22.fev.2026) para exigir suas liberdades. O protesto, que começou na penitenciária de Rodeo I, nos arredores de Caracas, e se espalhou por outras unidades, visa pressionar o governo a rever os critérios de uma nova lei de anistia.

A informação foi confirmada por familiares dos detentos à agência AFP. Yalitza Garcí­a, sogra de Nahuel Agustí­n Gallo, gendarme argentino preso no país, relatou que aproximadamente 214 pessoas, incluindo venezuelanos e estrangeiros, aderiram ao jejum.

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Lei de Anistia em Xeque

A principal reivindicação dos presos é a exclusão da maioria deles da recém-sancionada lei de anistia. Promovida pela presidente interina Delcy Rodrí­guez, a lei, que entrou em vigor na quinta-feira (19.fev), abrange em teoria opositores detidos entre 1999 e 2026.

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No entanto, a legislação beneficia apenas aqueles encarcerados durante 13 episódios específicos de tensão política desde 2002. Casos relacionados a operações militares, como a que levou à captura do presidente Nicolá­s Maduro no início de janeiro, foram explicitamente excluídos.

Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024, explicou que a decisão de entrar em greve de fome foi tomada justamente porque a lei de anistia não contempla a situação da maioria dos presos políticos.

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Contexto Polí­tico e Liberações

A greve de fome ocorre em um momento de alta tensão política na Venezuela. Desde a captura de Nicolá­s Maduro por forças militares norte-americanas em Caracas, o governo tem buscado demonstrar gestos de pacificação.

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Nas últimas semanas, 448 opositores foram liberados sob condicional. Contudo, a ONG Foro Penal, que representa a defesa de muitos dos presos políticos, estima que ainda existam 650 pessoas detidas por motivos políticos no país.

Ação e Repercussão

A iniciativa dos presos busca dar visibilidade internacional ao caso e pressionar o governo de Delcy Rodrí­guez a ampliar os alcances da lei de anistia. A expectativa é que o protesto force um diálogo mais efetivo entre as autoridades e os representantes dos detentos.

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A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos na Venezuela, especialmente no que diz respeito aos direitos humanos e às liberdades civis. A greve de fome pode intensificar as críticas e pedidos por mais garantias democráticas no país.

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