O governo de Minas Gerais deu um passo importante no processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ao selecionar os bancos que atuarão como coordenadores globais na potencial oferta pública subsequente de ações (follow-on). A decisão, anunciada nesta sexta-feira (20), marca a definição das instituições financeiras responsáveis por liderar o sindicato que conduzirá a operação no mercado.
Seleção de Coordenadores Globais
O BTG Pactual foi escolhido como coordenador líder, demonstrando sua relevância no mercado financeiro brasileiro. Ao seu lado, estarão o Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch, Citigroup e UBS BB, formando um time de peso para estruturar e executar a oferta. Essa escolha é crucial para garantir a atratividade e o sucesso da operação, que visa alienar parte da participação do estado na empresa.
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Contexto da Privatização da Copasa
A Copasa é uma das principais empresas de saneamento do país, com atuação abrangente em Minas Gerais, atendendo a centenas de municípios, desde a capital Belo Horizonte e sua região metropolitana, incluindo cidades como Contagem e Betim, até localidades no Norte de Minas, como Montes Claros, e no Triângulo Mineiro, como Uberlândia. A privatização faz parte de um plano estadual para reestruturar as finanças públicas e atrair investimentos para a modernização dos serviços de água e esgoto em todo o estado.
Próximos Passos e Condicionantes
Apesar da definição dos coordenadores, a Copasa ressaltou em comunicado que, no momento, não há qualquer oferta de valores mobiliários em andamento. A efetiva realização da oferta subsequente de ações está condicionada a uma série de fatores. Entre eles, destacam-se a obtenção das aprovações societárias e de credores, a análise das condições macroeconômicas e do mercado financeiro, a celebração dos contratos definitivos e o cumprimento de todas as exigências regulatórias vigentes.
Impacto Regional e Expectativas de Mercado
A privatização da Copasa é vista como um movimento estratégico para o futuro do saneamento em Minas Gerais. A expectativa é que a entrada de novos acionistas e, possivelmente, de um novo controlador, traga mais eficiência, investimentos em infraestrutura e a expansão dos serviços, especialmente para regiões com carência de cobertura, como áreas rurais e cidades menores no interior do estado. A operação pode gerar receitas significativas para o governo mineiro, que poderão ser direcionadas para outras áreas prioritárias, como saúde e educação, ou para a melhoria da infraestrutura estadual, incluindo estradas federais e estaduais (BRs e MGCs).
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Fonte: Valor Econômico