Gleisi rebate críticas a desfile em homenagem a Lula e acusa oposição de 'oportunismo'

Gleisi rebate críticas a desfile em homenagem a Lula e acusa oposição de ‘oportunismo’

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu com veemência às críticas dirigidas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no carnaval. Segundo Hoffmann, as acusações de que o governo federal ataca a comunidade evangélica são “oportunistas e hipócritas”. A declaração foi […]

Resumo

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu com veemência às críticas dirigidas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no carnaval. Segundo Hoffmann, as acusações de que o governo federal ataca a comunidade evangélica são “oportunistas e hipócritas”.

A declaração foi feita pela ministra em seu perfil no Instagram, em resposta às manifestações de descontentamento com o enredo da escola de samba, que retratou a trajetória pessoal e política de Lula.

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Gleisi Hoffmann enfatizou que o governo federal não teve qualquer participação na concepção ou execução do desfile. “Em nenhum momento o presidente Lula ou o governo opinaram ou determinaram o que seria apresentado pela escola”, afirmou a ministra.

Narrativa eleitoral repetida, diz ministra

Para a ministra, a polêmica em torno do desfile serve apenas para repetir a mesma “narrativa mentirosa” utilizada pela oposição durante a eleição presidencial de 2022.

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Ela destacou que as ações do governo federal são voltadas para o apoio às famílias e para a garantia da liberdade religiosa, citando como exemplo a sanção da Lei da Liberdade Religiosa em 2003, durante o primeiro mandato de Lula.

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“Não podemos silenciar diante do oportunismo da extrema-direita. Compartilhe a verdade: @lulaoficial sempre esteve ao lado das famílias brasileiras, com respeito à fé e religiosidade de todos(as) 🇧🇷”, publicou a conta oficial do PT na Câmara dos Deputados, endossando o posicionamento de Gleisi.

Desfile em Sapucaí e controvérsias

O desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, contou com a presença do presidente e da primeira-dama, Janja da Silva, no camarote da prefeitura do Rio, acompanhados de ministros e aliados, como o prefeito Eduardo Paes (PSD).

O enredo trouxe diversos elementos que geraram repercussão, como a representação do ex-presidente Jair Bolsonaro como palhaço Bozo e, posteriormente, em uniforme de presidiário com tornozeleira eletrônica, em referência a processos judiciais.

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Outro ponto destacado foi a representação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com a figura de Michel Temer assumindo a faixa presidencial, reforçando a tese defendida pelo PT de que houve um “golpe”.

A primeira-dama Janja desistiu de desfilar em uma alegoria para evitar interpretações de campanha eleitoral antecipada. Lula, por sua vez, deixou o camarote para cumprimentar os integrantes da escola na avenida.

Uma ala intitulada “neoconservadores em conserva”, que representava oposição a Lula, incluindo setores do agronegócio, classes altas e defensores da ditadura militar, além de evangélicos, foi alvo de críticas, como a da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que considerou “inadmissível” a representação.

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Oposição recorre à Justiça e a órgãos de controle

A oposição a Lula buscou medidas judiciais e administrativas contra o desfile. O partido Novo entrou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo o bloqueio de R$ 1 milhão em repasses da Embratur para a escola, pedido que foi negado pelo relator do caso.

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A senadora Damares Alves e o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) moveram ações contra o presidente Lula por conta do enredo, mas ambas foram rejeitadas pela Justiça Federal.

Novo e Kataguiri também pediram a proibição do desfile no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a liminar foi negada. A Corte acompanhou o voto da relatora, ministra Estela Aranha.

A polêmica em torno do enredo ocorreu em meio a outras controvérsias envolvendo a agremiação, como a demissão do presidente da escola, Wallace Palhares, de seu cargo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Fonte: G1

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