Petistas evitam comentar rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula

Petistas evitam comentar rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula

Parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantêm o silêncio sobre o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que ocorreu na quarta-feira, após o desfile no Carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação homenageou o petista em seu enredo no domingo e alega ter sofrido perseguições durante a preparação para […]

Resumo

Parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantêm o silêncio sobre o rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que ocorreu na quarta-feira, após o desfile no Carnaval do Rio de Janeiro.

A agremiação homenageou o petista em seu enredo no domingo e alega ter sofrido perseguições durante a preparação para a folia.

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O resultado da escola foi alvo de ironia por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que associaram a baixa pontuação ao tema do desfile sobre o atual mandatário.

Figuras políticas ligadas ao governo federal, como o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT-RJ), comentaram a apuração do carnaval carioca, mas evitaram abordar diretamente o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói.

Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, parabenizou as escolas que desfilarão no Desfile das Campeãs e destacou a representação da cultura amazônica. Já Marcelo Freixo celebrou a vitória da Viradouro e ressaltou a importância cultural e de desenvolvimento do carnaval.

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A passagem da Acadêmicos de Niterói pela Sapucaí gerou uma nova onda de críticas de bolsonaristas, que acusaram o desfile de configurar propaganda eleitoral antecipada e defenderam que o enredo sobre Lula seria uma “ideia ruim”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o país, seja para um samba enredo”. Carlos Bolsonaro (PL-RJ) disse que a escola “desagradou a maioria, usou a máquina pública e ainda saiu do desfile para uma derrota humilhante”. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) interpretou o rebaixamento como um sinal de que “o Lula está afundando o Brasil”.

Marco Aurélio de Carvalho, amigo de Lula e coordenador do Grupo Prerrogativas, defendeu o presidente em entrevista à Folha de S. Paulo, argumentando que Lula não teve culpa no rebaixamento, uma vez que a escola recebeu notas máximas em alguns quesitos. Ele classificou como “leviano” atribuir o resultado ao presidente, dada a força das outras agremiações tradicionais.

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Especialistas divergem sobre a ocorrência de ilicitude no desfile. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia rejeitado, por unanimidade, pedidos para proibir o desfile por propaganda eleitoral antecipada, sob o argumento de que tal medida configuraria censura prévia. Contudo, os ministros ressaltaram que punições poderiam ocorrer caso houvesse infrações às regras na avenida.

Lideranças petistas avaliam que o presidente precisará adotar gestos em direção ao eleitorado evangélico para mitigar o desgaste gerado pelo desfile. A oposição criticou uma ala da escola que retratava famílias dentro de latas com referências religiosas, interpretada como uma crítica ao conservadorismo.

O entendimento no PT é que é preciso aguardar o esfriamento das críticas. Um aliado do presidente reconhece um desgaste mais acentuado no segmento evangélico, que historicamente tem rejeição ao PT, e sugere a realização de pesquisas para medir o impacto do episódio.

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Na campanha de 2022, Lula lançou uma “Carta ao Povo Evangélico” para reafirmar seu compromisso com a liberdade religiosa. O governo avalia a necessidade de novas ações voltadas a esse público.

A ala “Neoconservadores em conserva”, que gerou reações institucionais, foi descrita no programa oficial da escola como representante de grupos como o agronegócio, a elite, defensores da ditadura militar e grupos religiosos evangélicos que formam um bloco conservador no Congresso.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro manifestou preocupação com a utilização de símbolos da fé cristã e da instituição familiar de forma considerada ofensiva. A OAB-RJ também emitiu nota de repúdio, alegando “intolerância religiosa” por parte da escola.

Fonte: G1

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