O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), se manifestou nesta quinta-feira (12/2) sobre a reorganização do transporte escolar na rede municipal. A medida, que começou a ser implementada poucos dias após o início do ano letivo, afeta mais de 2 mil alunos e tem gerado apreensão entre pais e responsáveis.
Reorganização necessária, segundo o Executivo
Damião explicou que a revisão na oferta do transporte escolar é uma necessidade para garantir o benefício aos estudantes que residem a mais de 1,2 km de distância de suas unidades de ensino. O chefe do Executivo pediu a compreensão das famílias diante da mudança.
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“Estamos apenas remanejando. Jamais vamos retirar o transporte escolar das crianças em BH”, afirmou Damião em coletiva de imprensa. Ele ressaltou que a prioridade é atender alunos sem opções de escolas próximas.
Direito de escolha vs. Critérios do transporte
O prefeito reconheceu o direito das famílias de escolherem a escola para seus filhos. No entanto, ele esclareceu que, caso a prefeitura ofereça uma vaga em uma unidade mais próxima e a família opte por outra em um bairro distante, o transporte escolar não será mantido para esse aluno.
“A mãe que mora em frente a uma escola, mas opta por outra em outro bairro, tem esse direito. No entanto, a prefeitura não poderá levar a criança até a unidade escolhida”, disse Damião. A prioridade, segundo ele, é para quem realmente precisa percorrer longas distâncias.
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Prefeitura nega contenção de gastos
Questionado sobre a possibilidade de a revisão do transporte escolar ser uma medida de contenção de despesas, o prefeito negou veementemente. Damião reiterou que a ação tem como único objetivo otimizar o serviço e garantir que ele atenda aos critérios estabelecidos.
“Isso jamais acontece por contenção de despesas. A medida serve apenas para que os ônibus escolares atendam os estudantes que moram a mais de 1,2 km da escola e não têm outra opção”, reforçou o chefe do Executivo.
Impacto e diálogo com as famílias
A Secretaria Municipal de Educação informou que, dos 7.419 estudantes atendidos pelo transporte escolar, 2.060 não se enquadram nos critérios atuais e terão o benefício suspenso. A pasta ressalta que a situação está sendo tratada individualmente com cada família.
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A prefeitura garante que a correção é pontual, não implica redução de turmas e não compromete o funcionamento regular das escolas. O diálogo individualizado com as famílias busca apresentar a possibilidade de transferência para unidades mais próximas, quando for o caso.
Fonte: O Tempo