A segurança pública de Belo Horizonte deu um passo importante no combate ao crime organizado com a prisão de Max Rubinstem da Silva Rezende, 35 anos, nesta segunda-feira (9/2). O traficante, considerado “apadrinhado” pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e com atuação no Aglomerado Ventosa, na região Oeste de BH, era foragido da Justiça por uma tentativa de homicídio contra um policial militar. Ele também é investigado como um dos principais articuladores da guerra contra o avanço do Comando Vermelho (CV) na capital.
Operação em Lagoa Santa
A captura de Max ocorreu em uma residência em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde ele se escondia. A ação foi conduzida pela Agência Central de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com o apoio da Polícia Militar (PM). O suspeito não ofereceu resistência.
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“Um traficante como ele, procurado, envolvido em facção criminosa, envolvido com PCC e com o enfraquecimento do CV, não fica no território da facção o tempo inteiro. Eles têm esconderijo, lugares de fuga. E o Max foi encontrado em Lagoa Santa”, explicou o subsecretário de Integração da Segurança Pública, Christian Vianna de Azevedo.
Ataque a Policial Militar
Max Rubinstem é investigado por, no ano passado, ter efetuado disparos contra o veículo onde estava o policial militar Alexandre Felipe da Silva e sua esposa. O militar foi atingido de raspão na cabeça, sem risco de morte, enquanto a esposa não se feriu. Na ocasião, o suspeito teria obtido a arma com um adolescente.
Gerente do PCC na Ventosa
De acordo com o setor de inteligência, Max atuava como o “gerente-geral” da organização criminosa “Rua Dez”, ligada ao PCC no Aglomerado Ventosa. O grupo é conhecido pela intensa atuação no tráfico de drogas e envolvimento em homicídios na comunidade.
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“O suspeito atuava como gerente de uma gangue do Ventosa apadrinhada e associada ao PCC. Esse tipo de vínculo entre facções locais e organizações nacionais é hoje muito comum, principalmente para facilitar o acesso a drogas provenientes do exterior”, detalhou Vianna de Azevedo, ressaltando a atuação internacional do PCC em rotas de tráfico.
Guerra entre PCC e CV em BH
A prisão de Max é vista como um golpe significativo na disputa territorial entre o PCC e o CV em Belo Horizonte. O Comando Vermelho tem tentado expandir sua atuação em Minas Gerais, pressionando facções menores e entrando em conflito com grupos já estabelecidos e filiados ao PCC.
“Em um contexto mais amplo, o CV tem tentado avançar em Minas Gerais, pressionando facções menores, mas encontra grupos já filiados ao PCC. Isso tem provocado uma rota de colisão (conflito) em várias regiões do Brasil”, afirmou o subsecretário.
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Max era peça-chave para impedir o avanço do CV nos territórios controlados pelo PCC na capital mineira, atuando na guarda e distribuição de armamentos. A investigação aprofundará o papel dele nas ações contra a facção rival.
A prisão se insere em uma estratégia operacional mais ampla do governo estadual, que inclui a ocupação de aglomerados, como a realizada no Aglomerado da Serra, e outras medidas de enfrentamento ao crime organizado.
Fonte: Estado de Minas
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