Lula critica orçamento secreto e o classifica como 'sequestro' do Executivo

Lula critica orçamento secreto e o classifica como ‘sequestro’ do Executivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o mecanismo do orçamento secreto como um “sequestro” dos recursos do Poder Executivo. A declaração foi feita durante um evento em Salvador, na Bahia, em comemoração aos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT). Lula expressou preocupação com a aprovação de quase R$ 60 bilhões em emendas […]

Resumo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o mecanismo do orçamento secreto como um “sequestro” dos recursos do Poder Executivo. A declaração foi feita durante um evento em Salvador, na Bahia, em comemoração aos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Lula expressou preocupação com a aprovação de quase R$ 60 bilhões em emendas parlamentares em um único ano pelo Congresso Nacional. Segundo o presidente, esse volume de verbas compromete a capacidade de gestão e execução do governo federal.

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O chefe do Executivo também considerou “grave” o fato de o próprio PT ter votado a favor do mecanismo. “A verdade é que o orçamento secreto foi o sequestro do orçamento do Executivo para que deputados e senadores tivessem liberdade de usar o dinheiro”, afirmou Lula.

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Lideranças presentes e alianças políticas

O evento na capital baiana reuniu importantes figuras políticas, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Casa Civil Rui Costa, o presidente nacional do PT Edinho Silva, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

Em seu discurso, Lula destacou a importância de ampliar a base aliada do governo, mencionando partidos como PSB, PCdoB e PDT, e outras siglas que possam compor o “palanque governista”.

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O presidente reconheceu as dificuldades eleitorais enfrentadas pelo PT em alguns estados e ressaltou que alianças são cruciais para a disputa de eleições. Ele ponderou que acordos políticos não implicam o abandono de princípios partidários, mas sim um instrumento para garantir a governabilidade.

Críticas à classe política e economia

Em outro momento, Lula criticou a classe política brasileira, descrevendo a atividade como “mercantilizada”. Ele mencionou os altos custos das campanhas eleitorais e expressou saudade do período em que realizava comícios de rua.

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O presidente enfatizou que o PT precisa corrigir falhas internas para evitar que o partido siga um caminho semelhante ao de outras legendas.

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Na esfera econômica, Lula reiterou a possibilidade de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda. Ele considera que salários não deveriam ser tributáveis e que o limite atual de isenção ainda não atende às suas expectativas.

Posicionamentos internacionais

No campo internacional, Lula criticou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Defendeu a soberania da Venezuela para decidir seu futuro e declarou solidariedade a Cuba.

O presidente elogiou a parceria estratégica do Brasil com a China, definindo a relação como “exitosa e respeitosa”. Mencionou ainda a existência de pressões internacionais para restringir o comércio de terras raras e minerais críticos com o país asiático.

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Prioridade do PT e disputa eleitoral

Ao final do evento, Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou que a principal prioridade do partido é a reeleição de Lula. Silva também defendeu a formação de alianças para fortalecer os palanques estaduais e ampliar a presença do PT na disputa pelo Senado, buscando candidatos alinhados ao governo federal.

Fonte: G1

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