Ciro Nogueira articula pacto com Lula para 2026 e sinaliza distanciamento de Flávio Bolsonaro

Ciro Nogueira articula pacto com Lula para 2026 e sinaliza distanciamento de Flávio Bolsonaro

O presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, realizou um encontro estratégico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Granja do Torto, em 23 de dezembro, véspera do Natal. A reunião, solicitada pelo próprio senador, contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, […]

Resumo

O presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, realizou um encontro estratégico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Granja do Torto, em 23 de dezembro, véspera do Natal. A reunião, solicitada pelo próprio senador, contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e foi descrita como cordial por fontes presentes.

A conversa, que não constou na agenda oficial do Palácio do Planalto, visou aproximar Ciro Nogueira do atual governo em um contexto de articulações eleitorais, especialmente no estado do Piauí. A iniciativa de reaproximação teria sido patrocinada por Lira, buscando um entendimento para a viabilização da reeleição de Nogueira em 2026.

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O plano discutido prevê que Lula apoie formalmente um único nome para o Senado no Piauí, o senador Marcelo Castro (MDB). Com a disputa por duas vagas no Senado, essa estratégia abriria espaço para a recondução de Nogueira, que buscaria um novo mandato.

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Aliados de Ciro Nogueira indicam que a contrapartida oferecida pelo PP seria a neutralidade do partido na eleição presidencial de 2026. Sob esse arranjo, o Progressistas não se comprometeria formalmente com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e principal adversário político de Lula.

Essa negociação ocorre em paralelo à formação da federação União Progressista, que unirá PP e União Brasil, prometendo criar a maior bancada na Câmara dos Deputados. Ciro Nogueira é uma figura central na articulação deste bloco, que ainda aguarda o reconhecimento oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Redução de tensões e sinais de lealdade

O encontro em Brasília também teve o objetivo de apaziguar tensões pessoais entre Ciro Nogueira e o campo petista. Um interlocutor próximo a Lula relatou que o presidente “gosta de Nogueira”, evidenciando uma relação que transcende as disputas políticas.

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Durante a conversa, o senador piauiense ressaltou sua relação próxima com Arthur Lira, a quem se referiu como “uma espécie de filho”, reforçando sua influência no Congresso.

Ciro Nogueira também fez questão de destacar que manteve lealdade a Jair Bolsonaro até o fim de seu mandato, mas lembrou ter sido um dos primeiros aliados a reconhecer a vitória de Lula nas eleições de 2022. Essa declaração foi interpretada como um sinal de confiabilidade e pragmatismo político, caso Lula busque um novo mandato.

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Resistência interna no PT

A articulação, contudo, enfrenta resistência dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí. O governador do estado, Rafael Fonteles (PT), e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, não teriam sido informados previamente sobre o encontro.

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O presidente estadual do PT no Piauí, Fábio Novo, declarou desconhecer a reunião e emitiu um alerta: “Não temos o direito de errar uma terceira vez”, em referência a possíveis alianças que poderiam prejudicar o partido localmente.

Apesar da oposição petista, aliados de Nogueira reconhecem sua forte influência sobre prefeitos piauienses, incluindo membros do PT. O Piauí foi um estado onde Lula obteve expressiva votação em 2022, com 76,8% dos votos válidos, tornando o apoio do governo federal crucial.

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A reaproximação entre Ciro Nogueira e o governo Lula, no entanto, tende a gerar desgaste tanto internamente no PT quanto no eleitorado de direita, que vê com desconfiança a aproximação de um ex-aliado de Bolsonaro com o atual presidente.

Fonte: G1

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