A primeira audiência de instrução do caso envolvendo Alice Martins, mulher trans brutalmente espancada e morta em Belo Horizonte, foi agendada para o dia 10 de março. A data foi definida pelo 1º Tribunal do Júri Sumariante da capital mineira.
Detalhes da audiência
O ato processual ocorrerá às 13h30, no 1º Tribunal do Júri Sumariante, localizado na avenida Augusto de Lima, no bairro Barro Preto, Região Centro-Sul de BH. Ainda não há definição sobre o número de testemunhas que serão ouvidas, pois as defesas ainda precisam apresentar seus respectivos rol de testemunhas.
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Indiciados no caso
Duas pessoas foram indiciadas pela morte de Alice: Arthur Caique Benjamin de Souza, 27 anos, que está preso desde dezembro, e William Gustavo de Jesus do Carmo, 20 anos. Este último responde ao processo em liberdade.
Expectativa da família
O advogado da família de Alice, Tiago Lenoir, expressou confiança de que a audiência confirmará os elementos já apurados no inquérito policial. A família espera que, ao final da instrução, os indiciados sejam pronunciados e levados a júri popular.
“A expectativa da família é que, ao final da instrução, eles sejam pronunciados e levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, para que a sociedade, por meio do júri popular, reconheça a gravidade do crime e promova a devida condenação”, declarou Lenoir.
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Relembre o crime
Alice Martins foi agredida na madrugada de 23 de outubro de 2025, após um desentendimento em uma lanchonete na Savassi, Região Centro-Sul de BH. Segundo a Polícia Civil, os dois garçons acusaram a vítima de sair do estabelecimento sem pagar uma conta de R$ 22.
A perseguição e a agressão resultaram em ferimentos graves. Alice Martins morreu em 3 de novembro, aos 33 anos, devido a complicações decorrentes das agressões.
Motivação transfóbica
A delegada Iara França, em coletiva de imprensa realizada em dezembro, afirmou que a motivação transfóbica intensificou a brutalidade das agressões. Arthur Caique Benjamin de Souza, responsável pela mesa onde Alice estava, teria coordenado o ataque.
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A investigação apontou que Arthur poderia ter perdido uma gorjeta de R$ 2,20 devido à conta não paga, o que teria sido o estopim para a ação violenta.
Fonte: O Tempo