Comissão do Senado busca dados sigilosos e apoio técnico do BC no caso Master

Comissão do Senado busca dados sigilosos e apoio técnico do BC no caso Master

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) anunciou que uma comissão especial criada por ele no Senado Federal solicitará acesso a informações sigilosas e assessoramento técnico do Banco Central (BC) no âmbito das investigações que envolvem o Banco Master. A decisão foi comunicada após uma reunião de parlamentares com o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, […]

Resumo

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) anunciou que uma comissão especial criada por ele no Senado Federal solicitará acesso a informações sigilosas e assessoramento técnico do Banco Central (BC) no âmbito das investigações que envolvem o Banco Master.

A decisão foi comunicada após uma reunião de parlamentares com o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tiago Costa Parracho, que representou Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, ausente na ocasião.

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Renan Calheiros afirmou que a comissão requisitará “todas as informações das investigações do Banco Master, inclusive informações sigilosas”. Além disso, os senadores buscarão “assessoramento técnico” da autarquia.

O senador classificou a postura de Galípolo e da equipe do BC como “solícitos” aos pedidos apresentados. A reunião contou com a participação dos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Leila do Volei (PDT-DF).

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A ofensiva do Legislativo não se limitará ao Banco Central. O colegiado planeja estender os pedidos de documentos e de suporte técnico ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF).

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Renan Calheiros adiantou que, na semana seguinte, a comissão visitará o ministro Edson Fachin, do STF, e o diretor-geral da PF, Andrei Passos. O objetivo é obter “assessoramento técnico e requisitar as informações das investigações existentes” em ambos os órgãos.

O caso Banco Master ganhou destaque após a revelação de encontros não registrados oficialmente entre o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma reunião em dezembro de 2024, intermediada pelo ex-ministro Guido Mantega, não consta na agenda oficial do presidente nem nos registros de entrada do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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O Ministério da Fazenda, por meio do ministro Fernando Haddad, já se manifestou sobre o tema, afirmando que o encontro ocorreu em um momento em que não havia “indícios de crime” e que a decisão do BC sobre o Banco Master, que teve sua liquidação decretada em novembro de 2025, seria “técnica”.

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Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) indicam outras três visitas de Daniel Vorcaro ao Palácio do Planalto entre 2023 e 2024, também fora da agenda oficial. O pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, também registrou uma visita em novembro de 2024 sem registro público.

O Palácio do Planalto negou que Daniel e Henrique Vorcaro tenham sido recebidos no gabinete do presidente Lula ou por ministros nas datas apontadas. Em nota, o governo argumentou que, na época, não havia denúncias formais contra os controladores do banco e que associações com o governo buscam desviar o foco dos responsáveis pelas fraudes.

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A instalação da comissão para acompanhar as investigações sobre o Banco Master ocorre em um momento de crescente escrutínio sobre as relações entre o setor financeiro e o poder público. Além do BC, a comissão pretende requisitar documentos à Polícia Federal, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

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Fonte: G1

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