O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) deu início ao ano legislativo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com mais um pedido de licença do mandato. A solicitação, apresentada nesta terça-feira (3), o manterá afastado das atividades parlamentares até o dia 11 deste mês.
Bacellar não compareceu à primeira sessão que marcou o retorno dos trabalhos na Alerj, justificando sua ausência com a necessidade de tratar de “assuntos pessoais”. Esta não é a primeira vez que o parlamentar se afasta em um período próximo ao recesso.
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Em dezembro do ano passado, Rodrigo Bacellar já havia solicitado um afastamento de dez dias, que foi emendado com o recesso oficial da Casa. A sequência de licenças levanta questionamentos sobre a sua participação efetiva nas atividades legislativas.
Afastamento e Tornozeleira Eletrônica
O deputado estadual se encontra em uma situação jurídica delicada. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Bacellar está afastado do cargo de presidente da Alerj. Além disso, ele é obrigado a usar tornozeleira eletrônica.
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Atualmente, a presidência da Alerj está sob o comando do vice-presidente da Casa, Guilherme Delaroli (PL), que tem conduzido os trabalhos em substituição a Bacellar.
Investigação e Vazamento de Informações Sigilosas
O afastamento de Rodrigo Bacellar da presidência da Alerj e o uso da tornozeleira eletrônica estão diretamente ligados à Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A operação investiga o vazamento de informações sigilosas de uma investigação que resultou na prisão do então deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, em setembro.
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Segundo a PF, a ação teve como alvo agentes públicos que teriam facilitado o vazamento de dados. Esse vazamento teria levado à obstrução da Operação Zargun, que desarticulou uma rede de tráfico de drogas, fuzis e equipamentos antidrones. A investigação apontou que TH Joias utilizava o mandato de deputado estadual, cargo do qual foi posteriormente destituído, para intermediar a compra e venda desses materiais ilícitos, destinados a comunidades controladas pelo Comando Vermelho (CV).
A atuação de Bacellar, no contexto dessa operação, sugere um envolvimento em atos que comprometeram a investigação e a segurança pública, culminando nas medidas cautelares impostas pelo STF.
Fonte: g1.globo.com
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