O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), declarou que uma possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo do estado em 2026, embora não o assuste diretamente, gera preocupação. A afirmação foi feita em entrevista exclusiva ao portal Estado de Minas, onde Simões abordou o panorama político mineiro e a necessidade de união.
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Simões expressou otimismo quanto à possibilidade de construir uma aliança com Cleitinho, destacando que ambos iniciaram suas carreiras políticas no mesmo período, como vereadores, e nunca estiveram em lados opostos em disputas eleitorais anteriores. “Nós sempre estivemos do mesmo lado das discussões políticas”, ressaltou o vice-governador, enfatizando a manutenção de conversas frequentes com o senador.
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Ele mencionou que Cleitinho atravessa um momento pessoal delicado, relacionado à saúde de um familiar, e que, segundo o próprio senador, não é hora de discutir candidaturas. Simões afirmou que respeita esse tempo, mas que trabalhará até o fim para uma união. A proximidade de Cleitinho com a região do Sul de Minas, onde sua base eleitoral é forte, é um fator a ser considerado em qualquer articulação.
O Risco da Fragmentação para o PT
Apesar de minimizar o impacto pessoal da candidatura de Cleitinho, Simões foi enfático ao apontar o risco político. Ele avalia que a única chance real de o Partido dos Trabalhadores (PT) alcançar o segundo turno em Minas Gerais seria através da fragmentação da direita. “Sem isso, esse risco não existe. O PT ficaria sem palanque em Minas Gerais”, analisou.
A declaração reforça a estratégia de articulação política em Minas, onde a polarização tem sido intensa, especialmente em cidades como Belo Horizonte e Uberlândia, centros de grande densidade eleitoral.
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Cleitinho na Chapa ou Rumo ao Executivo?
Questionado sobre a inclusão de Cleitinho em sua futura chapa, Simões não viu objeções, mas ponderou que a decisão pode não ser vantajosa para o senador, que está no meio de seu mandato. A visão de Simões é que Cleitinho vive uma “transição política”, e que, dada sua atuação fiscalizadora e visibilidade pública, seria benéfico aproximar-se do Poder Executivo para entregar resultados concretos para o estado.
“Ele é um político jovem, com muito tempo pela frente. Acho que a gente pode construir essa transição”, disse, comparando o momento do senador a declarações recentes de outros políticos que apontam a necessidade de preparo para cargos executivos de grande porte, como a administração de um estado com a dimensão de Minas Gerais, comparável à da França em termos econômicos e populacionais.
Projeto para o Futuro de Minas
Simões destacou que seu próprio projeto de reeleição para o cargo de vice-governador pode facilitar a construção de alianças futuras. Como ele não poderá concorrer ao governo em 2030, isso abre espaço para que outras lideranças da direita se preparem para a sucessão, promovendo um ambiente de colaboração e planejamento a longo prazo. “Todos vão se preparando e vendo que existe a oportunidade de construir em conjunto”, concluiu.
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Fonte: Estado de Minas