Estudante de BH é impedida de cursar Medicina após Inep falhar na divulgação de nota do Enem

Estudante de BH é impedida de cursar Medicina após Inep falhar na divulgação de nota do Enem

Uma jovem belo-horizontina de 20 anos se vê em um impasse para ingressar no curso de Medicina após uma série de falhas administrativas do Inep. Júlia Gabriela Xavier de Oliveira entrou na Justiça Federal contra o órgão, alegando que a não divulgação de sua nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 a […]

Resumo

Uma jovem belo-horizontina de 20 anos se vê em um impasse para ingressar no curso de Medicina após uma série de falhas administrativas do Inep. Júlia Gabriela Xavier de Oliveira entrou na Justiça Federal contra o órgão, alegando que a não divulgação de sua nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 a impediu de participar de processos seletivos cruciais para o acesso ao ensino superior.

A jornada conturbada da estudante

O problema começou quando Júlia, planejando cursar Medicina, precisou se afastar dos estudos devido a um quadro de úlceras herpéticas no esôfago. A condição a levou a ser internada e, consequentemente, a perder a aplicação regular do Enem, realizada nos dias 9 e 16 de novembro. Ela buscou junto ao Inep o direito de realizar a reaplicação da prova.

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Inicialmente, o pedido de Júlia foi negado. Contudo, dois dias antes da data prevista para a reaplicação, a estudante obteve, por meio de decisão judicial, o direito de realizar o Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) em 16 e 17 de dezembro. A comunicação do local da prova, porém, foi feita pelo Inep apenas 27 minutos antes do fechamento dos portões, às 12h33.

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Júlia relata ter chegado ao local indicado no Centro de Belo Horizonte por meio de informações de terceiros, pois o endereço oficial só foi recebido em cima da hora. A situação durante a aplicação também foi marcada por falhas.

Falhas na aplicação e ausência registrada

No primeiro dia da reaplicação, Júlia foi surpreendida com a ausência de prova em seu nome. Os aplicadores ofereceram a ela a prova de um candidato ausente e um gabarito manuscrito. No segundo dia, apesar de todos os inscritos terem comparecido, a organização precisou solicitar um exame adicional via Correios, o que gerou uma espera de aproximadamente duas horas para a estudante.

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“Fiquei lá sentada esperando a minha prova chegar”, relatou Júlia, detalhando o constrangimento de ter que aguardar em sala durante o período de sigilo, sem ter o material para realizar o exame.

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Nota indisponível e prazos perdidos

Quando as notas do Enem foram divulgadas em 16 de dezembro, Júlia se deparou com a informação de que constava como ausente, com o resultado zerado. A estudante buscou novamente a Justiça, e o juiz determinou que o Inep resolvesse a questão em até 72 horas. Em 19 de dezembro, ela recebeu um retorno parcial: apenas as notas do primeiro dia haviam sido liberadas.

Até o início de janeiro, a situação ainda não estava regularizada. Júlia perdeu os prazos de inscrição para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni), programas essenciais para o ingresso em instituições públicas e privadas, respectivamente. O prazo para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também se encerra em breve.

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O que diz a defesa e o Inep

A advogada da estudante, Anne Caroline Xavier, classificou a situação como uma “persistente omissão administrativa” por parte do Inep, que não teria se manifestado nos autos do processo. Ela ressalta a importância do cumprimento da decisão judicial para que a jovem não seja penalizada por falhas alheias à sua vontade.

Procurado, o Inep informou estar ciente do processo e que está adotando as “providências possíveis de acordo com a decisão judicial exarada”. O órgão reafirmou que os detalhes estão sendo tratados no âmbito judicial.

Júlia expressou sua frustração com a desorganização e a falta de resposta do Inep, descrevendo o período como de “muita ansiedade”. A jovem espera que a Justiça garanta seu direito à educação e a continuidade de sua trajetória acadêmica.

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Fonte: Itatiaia

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