Belo Horizonte se prepara para receber um contingente ainda maior de ambulantes durante o Carnaval 2026. Ao todo, 11.528 profissionais foram credenciados para atuar na venda de bebidas e adereços carnavalescos no período oficial da festa, que vai de 31 de janeiro a 22 de fevereiro.
Este número representa um acréscimo de aproximadamente 12% em comparação com a edição anterior, quando 10.287 trabalhadores obtiveram suas credenciais. O prazo final para a retirada desses documentos essenciais para a atuação na folia se encerrou no último sábado, dia 31.
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A credencial, de caráter pessoal e intransferível, garante ao ambulante o direito de comercializar seus produtos exclusivamente nos desfiles dos blocos de rua. Para isso, é fundamental que os profissionais sigam rigorosamente as normas estabelecidas no edital.
Regras para a atuação do ambulante
Entre as principais determinações, destaca-se a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. A comercialização de alimentos, bebidas fracionadas e o uso de recipientes de vidro também são vedados, visando garantir a segurança e a organização do evento.
Além disso, os ambulantes devem respeitar o horário de dispersão após o término dos desfiles dos blocos e são impedidos de atuar ou comercializar em eventos privados, mesmo que ocorram em espaços públicos. O processo de cadastramento foi desenvolvido em colaboração com associações representativas dos profissionais.
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Perfil do ambulante no Carnaval de BH
Uma pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo, entre os dias 12 e 19 de janeiro, com a participação de mais de 3,3 mil profissionais, revelou o perfil desses trabalhadores. Cerca de 26% dos cadastrados para o Carnaval 2026 terão sua primeira experiência como ambulantes na capital mineira.
A faixa etária predominante entre os ambulantes é a de 30 a 39 anos, representando 28,2% do total. Seguem-se os profissionais entre 40 e 49 anos (25,3%), jovens de 20 a 29 anos (21,2%) e aqueles com mais de 50 anos (20,1%). Apenas 1,4% possui menos de 20 anos. A média de idade geral dos entrevistados foi de 40 anos.
A distribuição de gênero é bastante equilibrada, com 50,7% de mulheres e 48,9% de homens. Em relação à etnia, a maioria se declara parda (47%), seguida por pretos (29,6%), brancos (19,8%) e outras etnias ou não informados (3,5%).
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Investimento e Expectativas de Faturamento
Quanto à escolaridade, 41% dos ambulantes concluíram o ensino médio e 15,9% possuem ensino superior completo. É notável que aproximadamente sete em cada dez entrevistados não tiveram acesso ao ensino superior.
Os participantes da pesquisa indicaram que pretendem investir, em média, R$ 2,7 mil para a atividade, com uma expectativa de faturamento em torno de R$ 7,5 mil, o que resultaria em um lucro médio de R$ 4,8 mil. Um dado relevante é que 17,1% dos entrevistados declararam estar desempregados, e, dentro desse grupo, 39,6% possuem o ensino médio completo, evidenciando a importância da atividade como fonte de renda.
Fonte: O Tempo
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