A angústia da família de Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 4 anos, que desapareceu na última quinta-feira (29) em Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais, ganhou um novo e doloroso capítulo. Na manhã deste sábado (31), a mãe da menina, a secretária Karine Maciel, 24 anos, recebeu uma ligação telefônica informando sobre o suposto paradeiro da filha. A informação, que inicialmente gerou um fio de esperança, rapidamente se revelou um trote cruel.
Falsa esperança em meio à busca incansável
Segundo Bruno de Oliveira, 48 anos, tio de Alice, uma mulher entrou em contato com a mãe, afirmando estar com a criança e fornecendo uma localização. A família, em desespero, dirigiu-se ao local indicado, apenas para constatar que se tratava de uma falsa informação. “Fomos lá averiguar e era um trote”, lamentou Bruno, em contato com a imprensa local.
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Diante da situação, Karine Maciel gravou um vídeo pedindo encarecidamente que apenas contatos com informações concretas sobre Alice fossem feitos. “Queria pedir, por favor, para quem não tiver notícias dela não fique me ligando, nem me mandando falsa esperança, porque meu telefone está muito congestionado. Então, qualquer notícia que me der errado deixa meu coração ainda mais angustiado do que já está”, desabafou a mãe.
Alice é autista não verbal e desapareceu no sítio dos avós
Alice, que é autista e não verbal, desapareceu enquanto brincava no sítio dos avós, localizado no distrito de Bituri, zona rural de Jeceaba. O local, situado em uma área de topografia acidentada e de difícil acesso na Região Central mineira, apresenta desafios significativos para as equipes de busca.
Operação de resgate com apoio aéreo e terrestre
O trabalho de resgate de Alice está sendo realizado de forma ininterrupta desde o desaparecimento. Na manhã deste sábado, 12 guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atuavam intensamente na região. A complexidade do terreno, com encostas íngremes, campos de pastagem e matas fechadas, dificulta a varredura, inclusive com o uso de drones e câmeras térmicas.
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As condições climáticas também têm sido um obstáculo, com chuvas intensas e intermitentes prejudicando o avanço das equipes. A Defesa Civil de Minas Gerais acompanha de perto a situação, prestando apoio logístico e técnico às operações.
Alerta nacional mobiliza a tecnologia
Em um esforço para ampliar o alcance das informações, a empresa Meta, responsável pelas redes sociais Instagram e Facebook, ativou o programa “Amber Alert” para o caso de Alice. Na sexta-feira (30), alertas sobre o desaparecimento da menina foram disparados para usuários em um raio de até 160 km do local onde ela sumiu. O sistema, originário dos Estados Unidos, visa agilizar a divulgação de informações sobre crianças desaparecidas.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) continua recebendo informações e denúncias sobre o paradeiro de Alice pelos telefones 190 e 0800-282-8197. A comunidade mineira, especialmente da Região Central, acompanha apreensiva o desenrolar das buscas, na esperança de um desfecho positivo.
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Fonte: Itatiaia