O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou uma agenda internacional no Oriente Médio, com escala no Bahrein, onde criticou veementemente a política externa conduzida pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em declarações feitas durante a visita, o parlamentar afirmou que, caso eleito presidente da República, sua principal meta será a reformulação da política externa brasileira, que, segundo ele, encontra-se isolada sob a gestão atual.
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Flávio Bolsonaro acusou o governo Lula de afastar o Brasil de diversas nações, atribuindo essa situação a um suposto posicionamento de apoio ao terrorismo e a regimes ditatoriais.
O senador desembarcou no Bahrein acompanhado de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem organizado a visita e mantém contatos frequentes com autoridades da região árabe. A comitiva também inclui os deputados federais Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União-SE).
A recepção a Flávio Bolsonaro no aeroporto seguiu um protocolo de chefe de Estado, com acesso a terminal reservado à Família Real, demonstrando o status da visita.
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Estratégia de aproximação e críticas à gestão petista
No primeiro dia da visita, Flávio e Eduardo Bolsonaro participaram de um jantar privado com o príncipe Sheikh Khaled bin Hamad Al Khalifa, uma figura proeminente no Bahrein. Durante o encontro, o príncipe expressou interesse pela saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na sexta-feira, 30, o senador reuniu-se com Hasan Ebrahim, membro do Conselho dos Representantes do Bahrein. Essa interação faz parte de uma estratégia de aproximação institucional e de preparação para uma nova política externa voltada para a região, conforme relatado por aliados do parlamentar.
Flávio Bolsonaro foi explícito em suas críticas à condução da política externa pelo governo Lula, classificando-a como a “pior dos mundos: antissemita”.
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Ele argumentou que essa abordagem afasta parceiros comerciais muçulmanos desenvolvidos, enquanto o Brasil “bajula o Irã e grupos terroristas”, deixando parceiros importantes esquecidos.
Potencial econômico e comparação com governo anterior
Eduardo Bolsonaro destacou o potencial econômico e a importância estratégica do Oriente Médio para o Brasil, projetando uma retomada de investimentos caso Flávio assuma a Presidência.
O Bahrein, em particular, é visto como um hub financeiro e potência industrial, com setores como o de alumínio. Além disso, é considerado um parceiro estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente no fornecimento de fertilizantes.
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A comitiva apresentou dados que, segundo eles, mostram um declínio nas exportações brasileiras para o Bahrein durante o governo Lula, em comparação com os níveis elevados alcançados na gestão de Jair Bolsonaro.
A visita e as declarações de Flávio Bolsonaro ocorrem em um contexto de redefinição das relações internacionais do Brasil e de um debate acirrado sobre os rumos da política externa do país.
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