Jerônimo aposta em 'pacotão' de cargos para segurar Angelo Coronel na base aliada

Jerônimo aposta em ‘pacotão’ de cargos para segurar Angelo Coronel na base aliada

Uma força-tarefa foi montada no Centro Administrativo da Bahia (CAB) com o objetivo de manter o senador Angelo Coronel (PSD) alinhado ao governo do petista Jerônimo Rodrigues. A articulação busca evitar que o parlamentar migre para a oposição, em um cenário político que se desenha cada vez mais acirrado para as próximas eleições. Ofertas e […]

Resumo

Uma força-tarefa foi montada no Centro Administrativo da Bahia (CAB) com o objetivo de manter o senador Angelo Coronel (PSD) alinhado ao governo do petista Jerônimo Rodrigues. A articulação busca evitar que o parlamentar migre para a oposição, em um cenário político que se desenha cada vez mais acirrado para as próximas eleições.

Ofertas e Recusas

De acordo com apurações, o grupo político de Jerônimo apresentou um pacote de propostas envolvendo cargos estratégicos para a família Coronel. A principal oferta seria a indicação do deputado federal Diego Coronel, filho do senador, para compor a chapa como vice-governador. Diego tem sido o principal interlocutor nas negociações, representando os interesses do pai.

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Em contrapartida, caso Diego assuma a vice-governadoria, o Palácio de Ondina se comprometeria a impulsionar uma robusta campanha para Angelo Coronel ao Senado em futuras eleições. Outra alternativa apresentada foi a cessão de uma suplência na chapa majoritária ao Senado, que poderia ser ocupada pelo próprio senador ou por sua esposa, a administradora Eleusa Coronel.

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No entanto, as propostas foram formalmente recusadas pela família Coronel em uma recente reunião. A decisão final sobre o futuro político do senador depende agora de uma manifestação oficial do governador Jerônimo Rodrigues.

Cenário Político e Histórico

Angelo Coronel, eleito senador em 2018 em uma aliança que incluiu Jaques Wagner (PT), enfrenta um dilema semelhante ao que ele mesmo provocou em 2018. Naquela ocasião, sua candidatura ao Senado acabou por inviabilizar a reeleição da então senadora Lídice da Mata (PSB). Agora, o PT planeja lançar Jaques Wagner e Rui Costa para as duas vagas majoritárias na chapa de Jerônimo, colocando Coronel em uma posição delicada.

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Até o momento, o senador não teria recebido nenhuma proposta formal para uma aliança com o pré-candidato da oposição, ACM Neto (União Brasil). Contudo, fontes indicam que, caso as negociações com o governo estadual não avancem, Coronel pretende dialogar com seus aliados antes de tomar uma decisão definitiva sobre seu posicionamento político.

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A movimentação evidencia a importância estratégica de Angelo Coronel e a disputa acirrada por alianças no tabuleiro político baiano, onde o controle de cadeiras no Congresso Nacional e o apoio em eleições majoritárias são cruciais para a manutenção e expansão de bases políticas.

Fonte: BNews

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