Gleisi Hoffmann minimiza reuniões de Lula com banqueiro do Master e atuação de Lewandowski

Gleisi Hoffmann minimiza reuniões de Lula com banqueiro do Master e atuação de Lewandowski

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT), minimizou nesta quarta-feira (28) as reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O banco é alvo de investigação por um rombo bilionário, o maior da história do sistema financeiro brasileiro. Hoffmann afirmou que o […]

Resumo

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann (PT), minimizou nesta quarta-feira (28) as reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O banco é alvo de investigação por um rombo bilionário, o maior da história do sistema financeiro brasileiro.

Hoffmann afirmou que o presidente Lula tem uma agenda aberta e recebe diversos representantes do setor financeiro. “Ele recebe muita gente, já recebeu outros donos de banco, já recebeu outras pessoas do mercado financeiro”, declarou.

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Registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) indicam que Vorcaro esteve no Palácio do Planalto em pelo menos quatro ocasiões entre 2023 e 2024. Um encontro em 4 de dezembro de 2024, não registrado na agenda oficial do presidente, chamou atenção.

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Na ocasião, Daniel Vorcaro teria questionado diretamente o presidente Lula sobre a possibilidade de vender o Banco Master ao BTG Pactual. Segundo apuração do Poder360, Lula teria aconselhado o banqueiro a não realizar a venda e criticado André Esteves e o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Gabriel Galípolo, que assumiu a presidência do Banco Central em janeiro de 2025, também participou desse encontro no final de 2024.

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Atuação de Lewandowski no Banco Master

Gleisi Hoffmann também abordou a atuação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que prestou serviços de consultoria ao Banco Master em 2023. Isso ocorreu após sua aposentadoria do STF e antes de assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

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A ministra assegurou que a consultoria não interferiu no trabalho de Lewandowski na Esplanada dos Ministérios nem afetou a fiscalização do Banco Central. Ela acrescentou que o magistrado informou previamente o presidente Lula sobre os serviços prestados antes de assumir a pasta ministerial.

Defesa do Governo e Fiscalização

A ministra, que deixará o cargo para concorrer a uma vaga no Senado, defendeu que o governo federal não teve qualquer envolvimento inadequado com o Banco Master. Gleisi Hoffmann reiterou que a fiscalização foi “rigorosa” e que todas as ações seguiram “estrita técnica e legalidade”.

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“Foi no nosso governo que o presidente do Master foi preso, foi no nosso governo que foi feita a liquidação do Master”, enfatizou Hoffmann. Ela argumentou que a atuação do Banco Central e da Polícia Federal comprova a independência das instituições sob a gestão do PT.

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Possível CPI do Banco Master

Sobre a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, defendida por parlamentares da oposição, Gleisi Hoffmann reconheceu que é “uma prerrogativa que o Congresso tem”. A declaração sugere que o governo federal não se opõe à criação do colegiado, mas a decisão final cabe ao Legislativo.

Fonte: Poder360

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