O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (27) que “Cuba vai cair muito em breve”, durante uma viagem ao estado de Iowa. A declaração foi feita em meio a conversas com a imprensa, onde o mandatário também atribuiu a instabilidade na ilha à interrupção do fornecimento de petróleo e recursos financeiros por parte da Venezuela.
Trump destacou que a Venezuela, que historicamente foi um dos principais parceiros de Cuba, deixou de enviar os suprimentos essenciais. Essa afirmação ocorre em um contexto de tensões geopolíticas na América Latina, onde a administração Trump tem mantido uma postura firme em relação ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela.
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A relação entre os EUA e a Venezuela tem sido marcada por sanções e pelo reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino por parte de Washington. Recentemente, os EUA também implementaram um bloqueio naval para impedir a exportação de petróleo venezuelano, considerado ilegal por Caracas.
Contexto da crise venezuelana e seu impacto em Cuba
A Venezuela, outrora um gigante petrolífero, enfrenta uma profunda crise econômica e humanitária, agravada por anos de má gestão e sanções internacionais. A queda na produção de petróleo e a crise econômica interna limitaram severamente a capacidade do país de apoiar aliados regionais, como Cuba, que dependia significativamente desses recursos para sustentar sua economia e seu sistema político.
A dependência cubana do petróleo venezuelano tornou-se ainda mais acentuada após o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos durante a administração Trump, visando pressionar tanto Havana quanto Caracas. Essa pressão combinada tem sido apontada por analistas como um fator de intensificação da crise econômica em Cuba.
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Agenda de Trump em Iowa e repercussões domésticas
A viagem de Trump a Iowa faz parte de uma estratégia da Casa Branca para destacar a redução do custo de vida, visando as eleições de meio de mandato em novembro de 2026. O objetivo é consolidar a maioria republicana no Congresso.
Durante sua parada em um restaurante local em Urbandale, Trump também abordou questões domésticas. A visita ocorre em um momento delicado para o governo, após incidentes em Minnesota onde agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) foram responsáveis pela morte de dois cidadãos americanos, gerando revolta no estado.
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, informou que a política energética também seria um ponto focal da viagem. Iowa, como um dos maiores produtores de milho do país, tem relevância na produção de biocombustíveis, um setor ligado à política energética e econômica dos Estados Unidos.
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A política externa de Trump, com foco em pressionar regimes considerados hostis e em reconfigurar alianças regionais, continua a ser um elemento central de sua agenda, com declarações como a recente sobre Cuba refletindo essa abordagem.