Gilmar Mendes defende Toffoli e cita arquivamento de pedidos de suspeição no STF

Gilmar Mendes defende Toffoli e cita arquivamento de pedidos de suspeição no STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa do colega Dias Toffoli em uma publicação na rede social X, nesta segunda-feira (26). Segundo Mendes, a trajetória de Toffoli é marcada pelo “compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”. CONTINUA APÓS O ANÚNCIO Gilmar Mendes também destacou que […]

Resumo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu em defesa do colega Dias Toffoli em uma publicação na rede social X, nesta segunda-feira (26).

Segundo Mendes, a trajetória de Toffoli é marcada pelo “compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”.

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Gilmar Mendes também destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou pela segunda vez três pedidos de suspeição contra Dias Toffoli. Toffoli é o relator do inquérito que investiga supostas fraudes bilionárias contra o sistema financeiro no caso do Banco Master.

O ministro ressaltou que a atuação de Toffoli no caso “observa os parâmetros do devido processo legal”, e que a PGR reconheceu a regularidade de sua permanência como relator.

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“A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”, escreveu Gilmar Mendes.

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Os pedidos de suspeição foram apresentados pelos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). Os parlamentares questionaram a imparcialidade de Toffoli para julgar as apurações, citando uma viagem do ministro a Lima, no Peru, no mesmo voo que o advogado Augusto Arruda Botelho, que atua na defesa de um dos diretores investigados.

A Procuradora-Geral da República, em manifestação anterior, considerou que, diante das apurações já em curso na PGR, “não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”.

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A manifestação de Gilmar Mendes ocorre em um momento em que o próprio STF discute a criação de um código de conduta interno. O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou em entrevista que há “urgência”, mas não “pressa”, para debater a regulamentação de condutas de ministros.

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Fachin defende que o Supremo se “autolimite” para evitar uma “limitação de um poder externo”. Ele reconheceu que o argumento de que 2026, por ser ano eleitoral, não é o momento ideal para a criação de tais regras, é “sólido”.

No entanto, Gilmar Mendes já se manifestou anteriormente contra a necessidade de um código de conduta específico para magistrados do STF. Em dezembro de 2025, ele declarou a jornalistas que não vê riscos à imparcialidade dos ministros ao participar de eventos privados ou fazer declarações públicas.

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Mendes criticou os eixos centrais de um modelo de código de conduta inspirado em regras do Tribunal Constitucional da Alemanha, que visam limitar a participação de juízes em eventos privados e suas manifestações públicas.

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Para Gilmar Mendes, a preocupação com a influência de eventos privados na imparcialidade judicial é exagerada. “Uma coisa que fascina muitos de vocês da imprensa é ir a eventos. Acho isso uma bobagem”, disse, minimizando a possibilidade de conversas impróprias em tais ocasiões.

Fonte: Folha de S.Paulo

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