Transbordamento na Vale causa alerta e apreensão em Minas Gerais; CSN paralisa atividades

Transbordamento na Vale causa alerta e apreensão em Minas Gerais; CSN paralisa atividades

Um transbordamento de água e sedimentos de uma cava alagada da Vale, ocorrido na madrugada deste domingo (25), causou a paralisação das atividades da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a retirada preventiva de cerca de 200 trabalhadores de suas instalações. A lama atingiu escritórios, oficinas e o almoxarifado da CSN, provocando um alagamento de aproximadamente […]

Resumo

Um transbordamento de água e sedimentos de uma cava alagada da Vale, ocorrido na madrugada deste domingo (25), causou a paralisação das atividades da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a retirada preventiva de cerca de 200 trabalhadores de suas instalações. A lama atingiu escritórios, oficinas e o almoxarifado da CSN, provocando um alagamento de aproximadamente 1,5 metro de altura.

Impacto nas operações da CSN

A inundação levou à interrupção da captação de água e à suspensão das operações na unidade da CSN, localizada em nível mais baixo do terreno em relação às instalações da Vale, na divisa dos municípios de Pires e Congonhas. A Defesa Civil e a Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais foram acionadas e monitoram a situação, avaliando os danos. Até o momento, não há registro oficial de feridos.

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Esclarecimento da Vale e responsabilidade

Contrariando informações iniciais, a Vale esclareceu que o incidente não envolveu o transbordamento de um dique, mas sim de uma cava alagada na Mina de Fábrica, em Ouro Preto. A empresa ressaltou que a estrutura de contenção é de responsabilidade exclusiva da Vale e que o ocorrido não tem relação com as barragens da companhia na região, que permanecem estáveis e sob monitoramento constante.

Reacendimento de alertas e memória de Brumadinho

O escoamento da lama e da água reacendeu o alerta sobre a segurança de estruturas de mineração em Minas Gerais, trazendo à tona a memória do desastre de Brumadinho. Em janeiro de 2019, o rompimento de uma barragem da Vale liberou uma avalanche de rejeitos que resultou na morte de 272 pessoas e causou devastação ambiental e social sem precedentes. Embora Brumadinho e Congonhas estejam a pouco mais de 50 quilômetros de distância, a proximidade geográfica reforça a sensibilidade da população mineira a novos incidentes no setor.

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Pressão por fiscalização

Desde a tragédia de 2019, as barragens e diques da Vale estão sob rigoroso monitoramento de órgãos reguladores. Novos episódios como este, mesmo sem vítimas, intensificam a pressão por fiscalização mais robusta, transparência e revisão dos riscos associados às estruturas de mineração em áreas industrializadas e densamente povoadas de Minas Gerais.

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Fonte: G1

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