O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) reuniu-se em Brasília com caciques nacionais e regionais do União Brasil nesta sexta-feira (23/01). O encontro, articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teve como pauta principal a possível filiação de Pacheco à sigla.
Saída do PSD e os motivos da mudança
A iminente saída de Pacheco do PSD se deve à filiação do vice-governador Mateus Simões ao partido. Essa manobra, liderada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e pelo deputado estadual Cassio Soares, que comanda a legenda em Minas Gerais, inviabilizou a permanência de Pacheco. Ele era considerado o nome do PSD para suceder Romeu Zema (Novo) no governo mineiro, mas foi preterido em favor de Simões.
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Busca por sustentação para o governo de Minas
Diante do cenário em Minas, Pacheco busca um novo partido para garantir a estrutura necessária à sua candidatura ao Palácio da Liberdade. A intenção é formar uma frente de centro-esquerda para confrontar Mateus Simões, que articula uma aliança com setores da extrema direita no estado.
Desafios internos no União Brasil
A filiação ao União Brasil não é isenta de obstáculos. Em Minas Gerais, já existe uma articulação para que a sigla apoie a candidatura de Mateus Simões. Apesar disso, Pacheco conta com um trunfo importante: o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, principal liderança do União Brasil na capital mineira.
Federação com o PP e a disputa pelo Senado
Outro ponto de atenção é a federação entre União Brasil e PP, partido do secretário da Casa Civil do governo Zema, Marcelo Aro. Aro é pré-candidato ao Senado na chapa de Simões. Caso a aliança se concretize, Pacheco teria que apoiar os candidatos indicados pela federação nas eleições proporcionais, o que pode gerar conflitos.
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Cenário nacional e conversas com outras legendas
No âmbito nacional, o União Brasil tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência. Caiado já sinalizou que pode deixar a sigla caso não haja um nome próprio para o Planalto. Pacheco também tem sido sondado por outras legendas, como MDB e PSB, e deve anunciar seu destino em breve.
Exigência pela presidência estadual do União Brasil
Uma das exigências de Pacheco para ingressar no União Brasil é assumir a presidência estadual do partido em Minas Gerais. Atualmente, o cargo é ocupado pelo deputado federal Marcelo Freitas, aliado de Mateus Simões. O controle da sigla no estado seria crucial para que Pacheco ditasse os rumos eleitorais, evitando novas frustrações.
Articulação em Brasília e futuro político
A articulação para a filiação de Pacheco ao União Brasil conta com o apoio de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Alcolumbre é uma figura influente na política mineira e nacional, e sua interlocução pode ser decisiva. O senador também tem agenda marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana, que apoia uma aliança de centro-esquerda em Minas.
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Fonte: Estado de Minas