Senador aciona PGR contra Toffoli por suposto conflito de interesses no caso Master

Senador aciona PGR contra Toffoli por suposto conflito de interesses no caso Master

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a análise de um possível conflito de interesses e suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação se refere à atuação de Toffoli como relator do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A […]

Resumo

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a análise de um possível conflito de interesses e suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação se refere à atuação de Toffoli como relator do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

A representação, enviada na semana passada, argumenta que as decisões tomadas pelo ministro ao longo da investigação levantam questionamentos sobre sua imparcialidade no caso.

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Segundo o senador, a existência de relações comerciais entre familiares e pessoas próximas a Dias Toffoli e indivíduos ligados ao Banco Master poderia configurar uma situação de conflito de interesses.

Girão sustenta que, mesmo na ausência de participação direta do ministro nos negócios em questão, o contexto demandaria seu afastamento do processo para garantir a integridade e a credibilidade da investigação.

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Dúvidas sobre imparcialidade

Em trecho da representação, o senador afirma: “O contexto se torna ainda mais delicado quando consideramos que familiares próximos do Ministro Toffoli e pessoas de seu círculo íntimo mantêm relações comerciais com possíveis envolvidos no escândalo do Banco Master. Tais circunstâncias levantam questões inevitáveis sobre imparcialidade judicial e conflito de interesses, princípios fundamentais do Estado de Direito”.

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A manifestação de Eduardo Girão tem como base uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. A matéria aponta para a ligação de empresas associadas a parentes de Toffoli com o fundo Reag, que é suspeito de ter atuado em fraudes investigadas pela Polícia Federal no âmbito do Banco Master.

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Decisão sobre materiais apreendidos

O senador também citou uma decisão anterior de Dias Toffoli referente ao lacre de materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero. Embora a medida tenha sido posteriormente revertida pelo próprio ministro, Girão a destaca como um ponto de atenção.

“Em especial, chama atenção a determinação do Ministro Dias Toffoli tomada no dia 14/01/2026, na nova fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras do Banco Master, de que materiais lacrados apreendidos em investigação federal sejam remetidos diretamente ao STF, onde permanecem sob custódia da própria Corte, sem o devido exame técnico pela Polícia Federal”, detalha o documento.

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A Procuradoria-Geral da República, sob o comando de Paulo Gonet, agora terá a tarefa de analisar os argumentos apresentados por Girão e decidir se há elementos suficientes para investigar o suposto conflito de interesses e a suspeição de Dias Toffoli no caso do Banco Master.

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Fonte: Folha de S.Paulo

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