O mercado de locação residencial em Belo Horizonte sentiu o impacto da inflação em 2025. O preço médio do aluguel na capital mineira registrou uma alta de 14,01%, um índice que praticamente dobrou o avanço da inflação oficial do país, o IPCA, que ficou em 4,26% no mesmo período. O dado, divulgado pelo Índice FipeZAP, coloca BH em uma posição de destaque entre as cidades com os aluguéis mais caros do Brasil.
Mercado de Locação em Ebulição
A valorização de 14,01% em Belo Horizonte se alinha a uma tendência nacional, onde o preço do metro quadrado nos contratos de aluguéis residenciais subiu 9,44% em 2025. Essa alta representa um ritmo mais acelerado do que o registrado pela inflação, indicando uma valorização real no custo da moradia para quem opta pelo aluguel.
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A pesquisa do Índice FipeZAP acompanhou 36 cidades brasileiras, e em Belo Horizonte, o preço médio do aluguel atingiu R$ 48,76 por metro quadrado. Este valor, embora abaixo das cidades mais caras do país, reflete a crescente demanda e a pressão sobre os preços na capital mineira.
Região Centro-Sul Lidera a Alta em BH
Dentro de Belo Horizonte, a Região Centro-Sul se destaca como a área com os aluguéis mais caros e um dos maiores crescimentos percentuais. Bairros como Santo Agostinho e Savassi apresentam valores médios de R$ 69,60 e R$ 69,50 por metro quadrado, respectivamente. Esses valores se aproximam de cidades que figuram no topo do ranking nacional.
O avanço nos preços na capital mineira é impulsionado por diversos fatores, incluindo a busca por imóveis em regiões centrais e com boa infraestrutura de comércio e serviços, características marcantes do Centro-Sul de BH. A dinâmica do mercado local, com oferta e demanda, também contribui para a valorização.
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Desaceleração Nacional, Mas Pressão Persiste
Apesar da alta expressiva em Belo Horizonte, o Índice FipeZAP aponta para uma desaceleração no ritmo de crescimento dos aluguéis em comparação com os anos anteriores. Em 2022, a média nacional havia sido de 16,55%, seguida por 16,16% em 2023 e 13,50% em 2024. Essa desaceleração sugere que o pico de valorização pode ter passado, mas a pressão sobre os preços continua sendo uma realidade.
A alta nos preços dos aluguéis foi observada em 34 das 36 cidades pesquisadas, incluindo 21 das 22 capitais. Teresina (PI) liderou a variação percentual com 21,81%, embora com um valor médio menor. Já Belém (PA) se consolidou como a capital mais cara, com R$ 63,69 por m², enquanto Barueri (SP) lidera o ranking geral com R$ 70,35 o m².
Ranking das Cidades Mais Caras (2025)
O levantamento aponta as seguintes cidades com o metro quadrado de aluguel mais caro:
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- Barueri (SP): R$ 70,35
- Belém (PA): R$ 63,69
- São Paulo (SP): R$ 62,56
- Recife (PE): R$ 60,89
- Florianópolis (SC): R$ 59,77
- Santos (SP): R$ 57,95
- São Luís (MA): R$ 57,69
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 54,96
- Maceió (AL): R$ 54,86
- Vitória (ES): R$ 52,10
- Salvador (BA): R$ 51,51
- Brasília (DF): R$ 50,77
- Campinas (SP): R$ 50,68
- Belo Horizonte (MG): R$ 48,76
- Manaus (AM): R$ 48,07
- João Pessoa (PB): R$ 47,64
- Curitiba (PR): R$ 46,42
- Cuiabá (MT): R$ 46,31
- São José dos Campos (SP): R$ 45,53
- Porto Alegre (RS): R$ 44,53
Fonte: Índice FipeZAP