Um clima de apreensão tomou conta de funcionários de um salão de beleza com duas unidades no hipercentro de Belo Horizonte. Em um intervalo de apenas três dias, o estabelecimento foi alvo de dois arrombamentos consecutivos, levantando preocupações sobre a segurança na área central da capital mineira.
Primeiro Ataque na Rua dos Tamóios
O primeiro incidente ocorreu na segunda-feira (12). Criminosos invadiram a unidade localizada na Rua dos Tamóios, uma das vias mais movimentadas do centro da cidade. A ação foi realizada com aparente facilidade, conforme relatam os funcionários.
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Repetição do Crime na Tupinambás
Apenas três dias depois, na quinta-feira (15), a segunda loja do salão, situada na Rua Tupinambás, também foi arrombada. A repetição do crime em tão curto espaço de tempo intensifica o sentimento de insegurança entre os trabalhadores do local.
Prejuízo e Estratégia Incomum dos Criminosos
O prejuízo estimado com os furtos varia entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. O que chama a atenção é o tipo de item levado: equipamentos profissionais como secadores, pranchas, baby liss, termoceras de depilação, caixas de som e telefones da recepção. Curiosamente, os criminosos não roubaram dinheiro. Em uma das invasões, um envelope com R$ 200 foi rasgado e deixado para trás, indicando que o objetivo principal não era o lucro financeiro imediato, mas sim a interrupção das atividades do salão.
Suspeitas de Conhecimento Interno
As imagens das câmeras de segurança revelam que os invasores agiram com conhecimento da estrutura das lojas. Eles conseguiram abrir as portas utilizando chaves manuais, sem deixar sinais de arrombamento. Essa modalidade de ação leva à suspeita de que os autores possam ter algum tipo de vínculo ou conhecimento prévio sobre a rotina e os acessos dos estabelecimentos.
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Modus Operandi e Perfil dos Suspeitos
Em um dos arrombamentos, uma caixa de som que estava presa por corrente foi subtraída após o criminoso encontrar a chave do cadeado. As gravações do circuito interno e do sistema Olho Vivo da prefeitura indicam a participação de pelo menos três indivíduos. Enquanto um adentrava o salão, outros dois aguardavam do lado de fora, possivelmente dando cobertura.
Impacto e Medo na Comunidade Trabalhadora
O medo e a insegurança são os sentimentos predominantes entre os funcionários. A preocupação se estende para além do patrimônio, com receio de abordagens e assaltos ao se deslocarem para o trabalho, especialmente em horários de menor movimento no centro de Belo Horizonte. A situação reflete um desafio crescente para a segurança pública na região central da capital.
Fonte: O Tempo
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