Diego Felipe de Jesus, de 36 anos, membro da torcida organizada Galoucura, foi detido na tarde desta terça-feira (13/2) em Belo Horizonte. A prisão ocorreu no Bairro Universitário, na Região da Pampulha.
Condenação e Mandado de Prisão
O indivíduo havia sido condenado em março de 2023 a 11 anos de reclusão em regime fechado. As acusações incluem tentativa de homicídio, promoção de tumulto e incitação à violência.
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A Polícia Militar recebeu informações sobre a presença de Diego na região, com um mandado de prisão em aberto. Ao ser localizado, a ordem judicial foi cumprida e o suspeito encaminhado à Delegacia da Polícia Civil.
O Crime que Levou à Condenação
A condenação está ligada a um violento episódio ocorrido em 4 de março de 2018. Na ocasião, um confronto entre cerca de 18 torcedores de equipes rivais deixou Cloves Schuartz Henrique de Souza Neves, então com 30 anos, gravemente ferido.
A agressão ao torcedor cruzeirense aconteceu em um trecho entre a Avenida Amazonas e a Rua Cura D’Ars, no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte. Cloves foi atingido por pauladas, chutes e socos, sendo socorrido inconsciente e levado ao Hospital João XXIII.
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Depoimentos e Testemunhas no Julgamento
Durante o julgamento, realizado em junho do mesmo ano do crime, os réus apresentaram suas versões. Um dos acusados afirmou ter desferido apenas um golpe na vítima antes de se retirar do local.
Outro admitiu sua participação nas imagens do crime, desferindo chutes, mas alegou ter agido em reação a provocações da torcida rival. Um terceiro réu declarou estar em um ponto de ônibus quando foi abordado por policiais e que, posteriormente, teria sido provocado por integrantes da torcida adversária.
Ele relatou ter ouvido pedidos de socorro e, ao ver a vítima caída, acreditou que estivesse morta, negando a intenção de agravar os ferimentos. Ao todo, dez testemunhas foram ouvidas no processo.
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Outros Integrantes da Galoucura e Desdobramentos
Este caso se soma a outros desdobramentos envolvendo membros da Galoucura. Em janeiro de 2023, Renato Concórdia da Silva teve sua pena reclassificada para lesão corporal, sendo liberado após cumprir a sanção.
Na mesma época, Alan Setti também obteve liberdade após cumprir pena por lesão corporal, promoção de tumulto e incitação à violência. O quinto acusado, Daniel Tavares de Sousa, ainda aguarda julgamento.
Fonte: O Tempo
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