Família de BH acusada de matar e concretar mulher em cisterna vai a Júri Popular em Venda Nova

Família de BH acusada de matar e concretar mulher em cisterna vai a Júri Popular em Venda Nova

A Justiça de Minas Gerais pronunciou uma mãe e três de seus filhos, residentes em Belo Horizonte, que são acusados de assassinar Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, e ocultar seu corpo em uma cisterna. O crime teria ocorrido em agosto de 2024, na residência do pai dos acusados, localizada no bairro Candelária, em […]

Resumo

A Justiça de Minas Gerais pronunciou uma mãe e três de seus filhos, residentes em Belo Horizonte, que são acusados de assassinar Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, e ocultar seu corpo em uma cisterna. O crime teria ocorrido em agosto de 2024, na residência do pai dos acusados, localizada no bairro Candelária, em Venda Nova, região metropolitana da capital.

A decisão de levar os quatro a Júri Popular foi tomada pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri Sumariante da Comarca da Capital. A família agora enfrentará o Conselho de Sentença para responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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O crime teria sido planejado após Magna descobrir que a madrasta, de 54 anos, havia contraído um empréstimo de R$ 40 mil em nome do pai dela, de 74 anos, e perdido R$ 9 mil em apostas no popular “jogo do tigrinho”. Conforme o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a madrasta, um filho de 35 anos e duas filhas, de 19 e 25 anos, almejavam se apropriar de todo o patrimônio do patriarca.

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A emboscada arquitetada

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Magna foi atraída ao imóvel do pai, que sofre de demência, sob o pretexto de resolver a questão da dívida familiar. Contudo, o convite foi uma armadilha orquestrada pela madrasta com o objetivo de eliminar a vítima.

O juiz Roberto Oliveira Araújo Silva ressaltou em sua decisão a existência de materialidade e indícios suficientes de autoria nos autos. Ele considerou que a pronúncia é o caminho adequado para que o Conselho de Sentença, juízo natural da causa, analise de forma aprofundada as provas e profira uma decisão final.

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Motivo torpe e crueldade

Os acusados responderão por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A ocultação de cadáver também é parte da acusação.

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A prisão preventiva da madrasta e do filho mais velho, que estão detidos desde a data do crime, foi mantida. As outras duas filhas tiveram a prisão preventiva revogada e responderão ao processo em liberdade, sob o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.

Relembre os detalhes chocantes do crime

De acordo com a investigação da PCMG, após uma intensa discussão, o filho mais velho da mulher desferiu múltiplas facadas no pescoço de Magna. A vítima também sofreu golpes nas costas, possivelmente com uma machadinha. O corpo foi, então, ocultado em uma cisterna nos fundos do imóvel e selado com argamassa.

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A polícia chegou aos suspeitos com base em informações da própria família da vítima sobre seu desaparecimento e rotina. Provas digitais, incluindo a última localização do celular de Magna, foram cruciais. Imagens de câmeras de segurança da região confirmaram que a vítima entrou na residência e não saiu mais.

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Churrasco para celebrar a morte

Em um desdobramento macabro, a PCMG apurou que, dois dias após o desaparecimento de Magna, os familiares envolvidos no crime realizaram um churrasco na residência. O evento, considerado uma celebração pela morte da vítima, chamou a atenção dos vizinhos, que estranharam a comemoração enquanto um ente querido estava desaparecido.

O delegado Alexandre da Fonseca, responsável pelas investigações na época, destacou que a churrasqueira foi posicionada na frente da casa, próxima à cisterna onde o corpo estava, aumentando a estranheza da vizinhança e contribuindo para a elucidação do caso. O episódio chocou a comunidade de Venda Nova, evidenciando a brutalidade e a frieza dos acusados.

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Fonte: O Tempo

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